O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 07/09/2021

Segundo a tese de Thomas Sowell, economista estadunidense, quando a sociedade quer o impossível, apenas os políticos mentirosos podem satisfazê-la. A tese defendida por esse americano pode apontar para o fato de que os governantes não irão acabar com a taxa desafios do aumento da taxa de criminalidade entre os jovens brasileiros, porque é utópico, para Sowell, alegar que tem como extinguir esse entrave social. Outrossim, esses representantes do povo não apresentam medidas eficazes para minimizar a problemática. Destarte, é necessário discutir as principais causas dessa mazela social, que são: a banalização do uso de camisinha e a omissão do Poder Público.

Nesse ínterim, a vulgarização do uso de preservativo é um dos principais responsáveis pelo agravamento desse panorama, fato que está intimamente relacionando com a perda do medo, por parte de muitos jovens, de contrair doenças sexualmente transmissíveis, uma vez que no cenário contemporâneo a Aids mata menos do que no passado devido ao desenvolvimento de coquiteis, de acordo com a biologia, que evitam determinado ciclo da vida do vírus, de modo que a ignorância a respeito do assunto seja elucidada. Em outras palavras, sob a ótica do pacifista Mahatma Gadhi, as doenças são resultados não só dos nossos atos, mas também dos nossos pensamentos. Logo, é revoltante que em um país signatário dos Direitos Humanos não ocorra a propagação adequada de informações sobre os riscos de adquirir uma enfermidade que poderia ser evitada.

Ademais, é notoria a ineficiência do aparato institucional na garantia de uma saúde pública eficiente e de qualidade, diferente do que prevê a Constituição de 1988. A evidência desse cenário se dá pela ausência de debates nas instituições de ensino que estimulem o desenvolvimento do senso crítico dos estudantes acerca da importância do uso de camisinha e dos malefícios da contração das DSTs, que têm como consequência, muitas vezes, o contágio de bebês durante a gravidez e de seus parceiros sexuais. Sendo assim, é inadmissível que em um país de alta taxa tributária o Estado não invista na dispersão desses conhecimentos.

Portanto, em vista dos paradigmas supracitados anteriormente, urge ao Ministério da Educação, importante órgão do governo, promover palestras nas escolas, por intermédio do bom aproveitamento de impostos, com profissionais especialistas no assunto, ratificando a importância do uso de preservativos. Espera- se com isso, a mitigação da disseminação de DSTs entre os jovens, já que segundo Aristóteles o importante não é só viver, mas viver bem.