O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 15/09/2021
Conforme prevê o artigo 6º da Constituição de 1988, a saúde é um direito de todos e um dever do Estado, o que inclui orientar acerca da prevenção de doenças. Entretanto, no atual cenário, vê-se uma alta de casos em relação a propagação de doenças sexualmente transmissíveis (DST) entre a população mais jovem, o que leva a constatar a ausência de uma orientação relacionada a este assunto. Desse modo, é nitida a falta de alertas direcionados a população quanto ao tema, isso evidencia uma insuficiência legislativa, bem como a falta de consciência da camada.
A princípio, nota-se que há uma relação de escassez por parte do Governo, ao não colocar as leis em exercíco. Segundo o escritor Gilberto Dimenstein, em seu livro ‘‘O Cidadão de papel’’, o mundo poderia ser ‘‘perfeito’’ se os direitos contidos na Constituição não fossem mantidos apenas no papel, mas sim aplicados na teoria. Por analogia, é notória a inatividade das autoridades quanto à colocação das leis em exercício, visto que ainda é grande a ignorância da população acerca dos riscos à saúde caso não houver o uso de camisinha nas relações sexuais. Desta maneira, o direito garantido ao cidadão é negado, agravando sua ignorância.
Ademais, esta carência sobre o assunto provoca o aumento de DSTs, pois estas se propagam principalmente pelo contato sexual. De acordo com uma pesquisa feita pelo Ministério da Saúde, a cada 20 jovens brasileiros, apenas 6 utilizam preservativos, o que é um número extremamente baixo. Logo, ao se ter consciência da parcela de jovens que não utilizam camisinha, é inegável que haja a ampliação de casos de jovens infectados com alguma infecção transmitida pelo ato sexual. Dessa forma, tem-se que a falta de consciência contribui de forma significativa nesta questão.
Urge, portanto, a tomada de medidas que modifiquem esse comportamento. Para tanto, como dever do Estado, é necessário que junto do Ministério da Saúde e da Educação, se promova propagandas educativas, com o objetivo de educar quanto aos riscos da ausência de preservativos. Assim, por meio das redes sociais, onde se concentra grande parte do público juvenil, se ensine o uso correto de preservativos e sua importância, a fim de diminuir a desinformação deste público. Enfim, o governo cumprirá seu dever de nortear a população, no que diz respeito á saúde.