O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 22/09/2021
Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS), Sífilis e Papiloma Vírus Humano (HPV) são exemplos de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). Tais enfermidades são preveníveis mediante o uso dos preservativos, mas, apesar disso, observa-se o aumento de sua incidência entre os jovens brasileiros. Essa realidade está associada, especialmente, ao desconhecimento acerca do assunto e resulta em prejuízos devido ao aumento dos gastos com saúde pública.
Diante do exposto, é necessário ressaltar que uma das principais razões para os altos índices de infecção por essas doenças se refere à falta de instrução dos indivíduos no que concerne à reprodução, à sexualidade e às suas consequências. Em vista disso, muitos jovens iniciam uma vida sexual sem conhecerem a utilização correta dos preservativos e a importância deles. Essa situação está intimamente ligada às dificuldades da implementação efetiva da Educação Sexual nas escolas públicas, já que muitos consideram que tal discussão é um dever exclusivo das famílias e das igrejas, não devendo ser debatido nos centros de ensino. A exemplo dessa óbice, tem-se o Projeto de Lei proposto pela Bancada Cristã -grupo de deputados conservadores-, o qual visa à proibição do ensino sexual nas escolas. Os jovens, por coseguinte, são prejudicados, pois, sem esse conhecimento, ficam mais suceptíveis à contração das referidas enfermidades.
É fundamental destacar, ainda, que a supracitada conjuntura é nociva tanto para indivíduos portadores de IST, quanto para a população em geral, visto que muitas pessoas infectadas dependerão da rede pública para os tratamentos a curto e a longo prazo. Nesse sentido, infere-se que há uma maior pressão sobre o Sistema Único de saúde (SUS), devido aos altos gastos com doenças evitáveis. Dessa maneira, é possível que a União não consiga arcar com todos os custos do SUS, prejudicando os cidadãos que dependem da rede pública de saúde. Essa realidade, é contrária aos preceitos da Constituição Federal de 1988, uma vez que, segundo seu Artigo 196, a saúde é um direito de todos e um dever do Estado, o qual deve promover, entre outras garantias, a medicina preventiva, visando à redução do risco de contração de doenças e, consequentemente à diminuição dos despendimentos com tratamentos de alto custo.
Torna-se evidente, portanto, a urgência de o Ministério da Saúde investir na prevenção às IST. Tal medida dar-se-á por meio de parcerias com as Secretarias de Educação municipais, que deverão instituir nas escolas de Ensino Básico, um horário mensal destinado a palestras e a oficinas sobre Educação Sexual, as quais contarão com a presença dos pais e dos responsáveis. Essa proposta terá a finalidade de minimizar a transmissão de IST entre jovens, reduzindo, assim, os gastos públicos.