O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 01/10/2021
A plenitude do processo de saúde sexual é uma questão imprescindível para o desenvolvimento psicossocial das nações, dado que práticas basilares, como a manutenção da cidadania e a qualidade de vida, são bastante facilitados. Entretanto, os jovens brasileiros são o público alvo das doenças sexualmente transmissíveis, uma vez que a pouca educação sexual é o grande motor do problema. Então, nota-se uma situação nociva de contornos complexos, que configura um cenário antagônico aos preceitos dos direitos humanos e emerge devido à desinformação e a banalização dessa anomalia.
Diante do exposto, a princípio, o pouco conhecimento sobre o uso de métodos contraceptivos é um dos fatores determinantes de o problema estabelecer-se. A respeito disso, conforme o filósofo Schopenhauer, os limites do campo de visão de um cidadão determina seu entendimento sobre o mundo. Todavia, essa teoria vai de encontro ao panorama vigente, já que a saúde sexual juvenil é apenas discutida quando o quadro patológico é grave. Nesse contexto, é delimitado um espaço de crenças pouco comprovadas, a exemplo do coito interrompido que, pelo senso comum, evitaria uma possível gravidez. Em decorrência, a lacuna educativa contribui para o avanço da problemática que se perpetua sem uma fundamentação científica. Por isso, o Brasil, país signatário dos direitos humanos, não pode aceitar que a ignorância vigore enquanto milhares de indivíduos são infectados no ato sexual.
Nesse prisma, é válido destacar que a normatização dessas doenças sexuais -aids e sífilis- é outro fator determinante de o impasse permanecer. Para a feminista contemporânea Djamila Ribeiro, é preciso tirar uma situação da invisibilidade para solucioná-la. Porém, pouco se debate sobre as doenças que surgem das infecções sexuais nos veículos de comunicação para mobilizar informações verídicas que auxiliem os adolescentes vulneráveis de conhecimento. Em comprovação, a Secretaria de Saúde registrou, em 2020, mais de 30 mil novos casos de DSTs. Logo, é provada a teoria de Schopenhauer com a alta taxa de mortalidade da população tupiniquim. Sendo assim, é inadmissível que essa postura não seja reformulada para a salvação das vítimas.
Portanto, diante dos fatos supracitados, é imperioso que a educação sexual seja concretizada. Para tanto, o Governo- órgão responsável pela defesa e formulações de políticas públicas-, deve, por via do Ministério da Educação, orquestrar nas aulas de biologia a utilização dos métodos contraceptivos mais eficientes. Ademais, por meio de verbas dos autores sociais, essa ação poderá se realizar, a fim de melhorar a qualidade de vida dos jovens e os previnir dessa anomalia. Por fim, espera-se que a desinformação e a banalização dessas doenças sejam ceifados para o pleno progresso da conjuntura demográfica.