O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 05/10/2021
Por volta do século XVII, o médico e anatomista Gabrielle Falloppio, orientava seus pacientes a usarem um saco de linho em torno no pênis para protegê-los da sífilis, uma doença sexualmente transmissível.De maneira análoga a isso, as DSTs são um problema recorrente no Brasil. Nesse prisma, destacam-se aspectos importantes: a falta de educação sexual, a desinformação, ademais o tabu e preconceitos. Primeiramente, de acordo com a OMS, mais de 1 milhão de pessoas entre 15 e 49 anos contraem infecções sexualmente transmissíveis (DSTs) todos os dias,isso equivale a mais de 376 milhões de novos casos anuais de doenças como clamídia, gonorreia, tricomoníase, e sífilis. É indubitável ressaltar que um dos motivos da população ainda contair essas DsTs, é pelo tema ser pouco falado, sendo um tabu entre os jovens, e em muitas famílias. Muitos pais não conversam com os filhos sobre sexo, por sentirem-se envergonhados com a situação, porém, a ausência desses diálogos diários podem culminar em atos irresponsáveis e muitas vezes, irreparáveis. Outroassim, é notório que o desconhecimento gera comportamento de risco, que favorece o aumento de casos de infecções ligadas às relações sexuais. Os pais sem ensinar os filhos, e tanto a ausência de aulas de educação sexual nas escolas, acabam gerando cada vez mais desinformação . Dessa forma, o filósofo alemão, Immanuel Kant disse :“O ser humano é aquilo que a educação faz dele.” Sendo assim, podemos afirmar que a educação muda as pessoas e gera conhecimento, contudo, pessoas mais informadas sexualmente podem evitar problemas futuros por saberem se proteger. Em vista dos fatos supracitados, faz-se necessário a adoção de medidas que venham ampliar a educação sexual no Brasil, e conter os casos de pessoas com DSTs. Por conseguinte, sabe ao Governo Federal, investir em campanhas de educação sexual, e de tratamento para as pessoas doentes, tanto implantar aulas educativas sobre a temática nas escolas, a fim de diminuir os casos de doenças sexualmente transmissíveis, e também garantir acesso a informação à população, para que ninguém contraia alguma IST. Somente assim, melhorando a saúde pública e garantindo o acesso á informações seguras e confiáveis.