O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 07/10/2021
No filme estadunidense “Clube de compras Dallas”, ambientado na década de 1980, Ron Woodroof, protagonista da trama, é retratado com um comportamento sexual de risco visto que ele não faz o uso de preservativos — principal método para evitar as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Por cosequência, o personagem recebe o diagnóstico positivo para o HIV, vírus da imunodeficiência humana, e um atestado de trinta dias restantes de vida. Fora do cinema, o cenário brasileiro apresenta aspectos positivos e negativos. Apesar dos avanços científicos e tecnológicos garantirem uma perspectiva mais otimista no tratamento, a população mais jovem aponta para o crescimento de novos casos infecciosos.
Primeiramente, é importante ressaltar o desempenho nacional acerca das Doenças Sexualmente Transmissíveis. Durante os últimos vinte anos do século XX o mundo vivia uma epidemia de HIV. Embora o cenário global fosse desafiador, o Brasil se mostrou extremamente responsivo. Adotou, rapidamente, medidas de distribuição grautita de preservativos além de fornecer, a partir do Sistema Único de Saúde, medicações antirretrovirais, espantando, dessa forma, o drama vivenciado por Ron Woodroof. Ainda que o programa adotado pelo governo brasileiro fora reconhecido como referência pela Organização Mundial da Saúde, o problema sanitário ameaça a parcela mais nova da sociedade.
Em consequência disso, o aumento de DSTs é uma realidade. Segundo dados da UNAIDS, órgão internacional voltado no combate à AIDS, o Brasil apresenta crescimento de novos casos, especialmente, entre a juventude. Esses, diferentemente das gerações mais longivas, não têm presentes na memória os problemas desenvolvidos pela infecção de doenças sexuais. Dessa forma, há uma falsa sensação de proteção pois muitos deles não são esclarecidos sobre o assunto.
Diante do fato de que existe uma ampliação de ISTs, é necessário que medidas sejam adotadas para solucionar o impasse. Com o fito de previnir quadros contagiosos, o Ministério da Saúde deve promover uma campanha de divulgação, com a produção de materiais voltados para o público jovem, por meio das mídias digitais — por exemplo, redes sociais como o Facebook e o Instagram — para garantir, em uma linguagem digital e acessível, o acesso pleno à informação. Além disso, faz-se necessário a adequação da grade currícular escolar. O Ministério da Educação, com a intenção de demonstrar aspectos biológicos da sexualidade humana, tem de ministrar palestras com profissionais da área da saúde, orientando os alunos de forma preventiva.