O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 20/10/2021

De acordo com o filósofo grego Platão, em sua obra “A República”, os indivíduos deveriam viver com sabedoria, o que permitiria a contemplação de todos. Entretanto, hodiernamente, o aumento das patologias de origem sexual tem contrariado o antigo pensador, uma vez que situações deliberadas têm acometido a integridade de milhares de jovens brasileiros. Nesse contexto, a fraca instrução nacional, além da pouca informação sobre o tema são as principais causas para o aumento das doenças sexualmente transmissíveis -DST’s- no país.

Diante disso, é válido destacar que o debilitado ensino nacional acentua a problemática. Nesse sentido, o crescimento dos casos de DST’s é resultado de uma instrução que não trata da importância do tema, dado que, segundo o filósofo Platão, as injustiças são fruto de uma educação deficitária. Nessa perspectiva, o Ministério da Educação -MEC- é falho ao não promover ações que visem diminuir os casos das enfermidades entre os mais novos, como, a ausência de disciplinas que dialoguem profundamente sobre o tema nas escolas brasileiras. Por conseguinte, consoante levantamento feito pela UOL, 21,6% dos jovens acreditam que a AIDS tem cura, ou seja, essa parcela da sociedade tem um conhecimento muito raso sobre um assunto tão relevante. Logo, observa-se a necessidade de, por meio de uma instrução eficiente, alcançar o progresso.

De modo complementar, é notável que a falta de informação da temática é mais um empecilho para a resolução do problema. Segundo teóricos do determinismo geográfico, o homem é produto do meio, sendo fruto do que o ambiente ao redor possui para ofertá-lo. Nessa ótica, a desinformação do corpo social  a respeito dos perigos das DST’s, se frutifica na continuidade desse panorama perverso, isto é, a falta de informação impede que as pessoas reconheçam a existência do problema e o revertam. Dessa forma, enquanto as pessoas promoverem o desconhecimento, o resultado será de indivíudos inconscientes dos perigos.

Em síntese, verifica-se que ações são precisas nas esferas educacionais e informacionais. Destarte, o MEC deve, por meio da criação de uma disciplina, instruir os estudantes sobre os cuidados que precisam ter nas relações sexuais, além de informar sobre as consequências do contágio da doença. Posto isto, a matéria carece ser tratada na sala de aula nos três anos do ensino médio. Por fim, o ato tem como finalidade de que o número de infectados entre os jovens possa diminuir. Ademais, o MEC necessita, por intermédio da mídia, grande propagadora de informações, divulgar sobre as formas de contágio e como se previnir. Em suma, a medida tem por intuito de que a população possua maior conhecimento sobre essa questão de saúde pública.