O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 27/10/2021
Na série elite, a personagem Marina é diagnosticada com o vírus HIV durante a adolescência, o que trouxe sérias consequências para seu corpo e para as relações sociais.Essa ficção reflete sobre os dilemas sociais decorrentes do aumento das ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis) entre os jovens na sociedade brasileira.Assim, é perceptível o escasso debate sobre educação sexual, o que resulta em um aumento do risco de contaminação por doenças sexualmente transmissíveis e como consequência, uma má qualidade de vida e discriminação contra esses grupos.
Em primeira análise, vale ressaltar o estigma estabelecido no ideário popular á respeito de temáticas que envolvam sexualidade e sexo, o que contribui para um meio escasso de informações e uma massa de pessoas alienadas.Nesse sentido, destaca-se a obra criada por Freud “Totem e Tabu”, a qual faz uma correlação entre os temas exaltados socialemente e aqueles que são silenciados e vistos como símbolo de vergonha.Esse processo de recalcamento daquilo que é tido como desagradável ao público cria lacunas no entendimento da população, o que dificulta o autoconhecimento e a preservação da saúde, fato ess que pode ser visto, por exemplo,nos conteúdos circulantes na mídia que não contribuem para um debate.Além disso, é evidente outra causa ao se tratar sobre a transferência de responsabilidade entre a família e a escola, uma vez que, em conssonância ao dito por Durkheim,essas são duas instituições importantes para a formação do indivíduo,com a ideia de “coercitividade”, porém nenhuma delas vem efetivando seu papel para promover o uso de métodos contraceptivos pelos jovens.
Ademais, é notório que essa situação de negligência perante um assunto tão essencial deturpa os direitos básicos para uma vida digna.Nessa perspectiva, o filme autobiográfico do Cazuza “O tempo não para” coloca em destaque o forte preconceito do século passado sobre a AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida). Essa situação revela os problemas nas relações interepssoais decorrentes de esteriótipos enraizados sobre pessoas doentes, as quais são tratadas, muitas vezes, com desprezo, asfatadas de locais públicos e em condição de marginalização sem acesso a serviçoes sociais, como saúde, o que aponta para um despreparo do Estado e do povo para lidar com essa situação. Desse modo, as ISTs mostram-se um caso de saúde pública, como prescrito no Artigo 196 da Constituição.
Portanto, diante desse lastimável quadro de opressão e despreparo com a prevenção e tratamento dessas doenças, é imprescindível que ações sejam tomadas pelo Ministério da Saúde para promover campanhas midiáticas que tragam informações essenciais sobre sexo, sexualidade, métodos contraceptivos em uma linguagem própia da jjuventude, estimulando um debate efetivo e apresentando diferentes experiências de vida, a fim de conscientizar e normalizar essa temática.