O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 03/11/2021
Já no século XVI, o médico e anatomista Gabriele Falloppio orientava a seus pacientes que utilizassem um saco de linho envolta de seus pênis, a fim de se proteger da epidemia de sífilis que ocorria na época. Fato é que as DSTs, doenças sexualmente transmissíveis, alteraram de maneira definitiva a forma de se relacionar. Apesar de haver um desenvolvimento na conscientização da população e até mesmo das tecnologias empregadas para combater as DSTs, como preservativos de diferentes materiais e diferentes fármacos, vemos, atualmente, uma ascensão no número de casos de infecções com clamídia, gonorreia e sífilis.
Inicialmente, um dos problemas que enfrentamos no Brasil é que a questão sexual ainda é um tabu, fazendo com que muitas famílias não orientem os jovens a se protegerem contra essas doenças. Outro entrave a ser combatido é a ausência da educação sexual nas escolas brasileiras, o desconhecimento sobre os riscos e métodos preventivos é um fator que impulsiona o aumento dos casos de ISTs, infecções sexualmente transmissíveis, que são casos onde os portadores podem ou não desenvolver a doença.
Como consequência, os indivíduos portadores de DSTs, além de sofrerem fisicamente com a doença, também sofrem pelo preconceito que está enraizado culturalmente no Brasil, aumentando significativamente a incidência de doenças psicológicas entre os infectados. Ademais, outra decorrência do aumento do número de casos de DSTs é a pressão exercida sobre o sistema público de saúde, afetando a sociedade brasileira com um todo.
Portanto, a fim de conscientizar os jovens sobre a questão sexual, o Ministério da Educação deve, a partir da capacitação dos professores e reestruturação da Base Nacional Comum Curricular, incluir aulas de educação sexual no sistema de educação brasileiro, reduzindo a incidência de casos e formando cidadãos instruídos a viverem coletivamente de maneira saudável.