O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 03/11/2021

Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, os indivíduos são iguais em dignidade e direitos. No entanto, tal premissa não é verificada na realidade brasileira, uma vez que a sociedade negligencia o debate sobre o aumento de DSTs entre os jovens brasileiros. Nessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude da falta de debate e da base educacional precária.

Em primeiro plano, é preciso atentar para a ausência de discussão presente na questão. Sob esse viés, a escritora Djamila Ribeiro explica que é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Porém, há um silenciamento instaurado no aumento de DSTs entre o público jovem, visto que pouco se fala sobre a banalização dos males e do pouco uso de preservativos, tratando o tema como algo supérfluo. Assim, urge tirar essa situação da invisibilidade para atuar sobre ela, como defende a pensadora.

Além disso, outra dificuldade enfrentada é a base educacional precária. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer argumenta que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre os malefícios das DSTs, sua visão será limitada, o que dificulta a resolução do impasse.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para solucionar a problemática. Para que isso ocorra, o Ministério da Educação juntamente com o Ministério da Cidadania devem desenvolver palestras em escolas, a serem transmitidas nas redes sociais desses órgãos, por meio de entrevistas com portadores de DSTs e especialistas no assunto, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre o tema. Ademais, nesses eventos, é preciso discutir sobre a carência de debate presente na sociedade civil. Dessa forma, será possível tornar os preceitos da Declaração Universal dos Direitos Humanos uma realidade mais próxima.