O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 03/11/2021

O processo de globalização na área tecno-científica expandiu-se exponencialmente desde o fim da Segunda Guerra Mundial, resultando em avanços medicinais, incluindo descobertas de doenças sexualmente transmissíveis, além de métodos de tratamentose prevenção. Entretanto, o cenário atual brasileiro sofre com um aumento de DSTs entre jovens. Essa problématica persistente nos últimos anos deriva claramente da negligência do Estado. Dessa maneira, entre os princípios que sustentam essa realidade, pode-se salientar a ausência de educação sexual e a carência infraestrutural.

Em primeira análise, torna-se claro como a falta de educação sexual nas escolas aprofunda o aumento de DSTs entre adolescentes. Tem-se como consequência disso a insciência em relação ao sexo, uma vez que o jovem não tem acesso e liberdade para dialogar com profissionais sobre sexualidade. Ilustração clara desta problemática é o comportamento sexual dos adolescentes, em que mais da metade não fez o uso de preservativo no último de ano de relações sexuais, segundo a Pcap.

Além disso, percebe-se como a carência infraestrutural alicerça o acréscimo de doenças sexuais entre jovens. Essa situação acontece, pois, o sexo se torna algo banalizado pelo adolescente, ocasionando muitas vezes na imprudência do mesmo ao não utilizar preservativo. Resulta dessa situação, jovens infectados com acesso deficiente aos tratamentos necessários. Exemplifica-se essa vicissitude a partir de um dado alarmante da OMS, que expõe a escassez de medicamentos essenciais, tais como a penicilina, o que torna mais difícil o controle de DSTs.

Mediante ao exposto,  percebe-se como o aumento destas doenças sexualmente transmissíveis surge da negligência estatal. Para combater esses empecilhos, o governo federal deve atuar por meio de um Plano Nacional em Combate às DSTs que, a partir do Ministério da Educação, adeque a Base Nacional Comum Curricular ao incluir educação sexual no ensino fundamental e médio, a fim de desbanalizar o sexo. Ademais, ainda nesse plano, o Ministério da Saúde deve expandir a infraestrutura necessária para atender toda população, além de orientá-los, para que o índice de jovens doentes diminua.