O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 17/11/2021

Segundo o romancista e estadista francês Victor Hugo: " A primeira igualdade é a justiça". No entanto, o cenário desafiador de combater o aumento das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) impede a efetivação desse princípio filosófico. Diante disso, cabe analisar tanto a formação individualista da sociedade quanto políticas de saúde ineficazes como fatores contribuintes para construção deste contexto problemático.

Nessa perspectiva, cabe destacar a sociedade apática como causa do alto índice de DSTs. Nesse viés, para o filósofo francês Émile Durkheim, o conceito de anomia social consiste na desintegração social ou ausência de normas, causa das patologias da sociedade moderna e individualista. Esse pensamento pode ser relacionado à banalização do uso da camisinha. Por conseguinte, essa conjuntura provoca a infecção de jovens brasileiros, ratificando, assim, o contexto anômico.

Ademais, vale ressaltar a ineficiente política de prevenção à doenças como outro fator determinante para construção desse dilema. Nesse contexto, a Constituição Federal de 1988 prevê o direito à saúde e ao bem estar. Porém, tal direito é contrariado quando não há poucos meios de conscientização das gerações recentes. Isso ocorre devido aos raros debates sobre educação sexual nas escolas e a falta de consequências para quem divulga de informações falsas. Dessa forma, a discussão que envolve o avanço do índice jovens infectados permanece sem um desfecho.

Desse modo, pode-se perceber que o debate acerta do aumento de DSTs entre jovens brasileiros é imprescidível. Nessa lógica, é imperativo que o Ministério da Saúde destine verbas para palestras de conscientização sobre as doenças sexualmente transmissíveis, por meio da inclusão de seu objetivo na base de diretrizes orçamentárias, com intuito de minimizar a ignorância sobre as infecções. Além disso, cabe às instituições de ensino promover debates sobre a importância preservação contra patologias, desde o início da vida escolar das crianças, mediante a autorização e contribuição dos responsáveis, a fim de desconstruir a banalização das doenças. Feito isso, a sociedade brasileira estará caminhando para efetivação do princípio filosófico de Victor Hugo.