O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 19/11/2021
“Quando dizemos, então, que o prazer é fim, não queremos referir-nos aos prazeres intemperantes ou aos produzidos pela sensualidade, mas ao prazer de nos acharmos livres de sofrimentos do corpo e de perturbações da alma”. Após uma reflexão desses dizeres de Epicuro, filósofo grego, fica claro que essa deveria ser a ideologia para os jovens brasileiros, contudo, não é o que se observa nos dias atuais, visto que está ocorrendo um crescente aumento das DSTs, doenças sexualmente trasmissíveis, entre eles. Essa situação é preocupante, pois ela proporciona diversas sequelas na saúde dos infectados. Ademais, é preciso salientar o papel fundamental do governo para ocorrência dessa problemática. Dessa forma, ações que busquem solucionar esse quadro são necessárias.
Em primeiro plano, é pertinente ressaltar as diversas sequelas na saúde dos jovens com DSTs, pois as bactérias ou virus causadores desses empecilhos podem atuar no organismo de múltiplas formas, provocando desde sintomas mais brandos, como vermelhidão, coceiras ou corrimentos, até os mais graves como quedas imunológicas e possíveis casos de óbitos. Nesse viés, citar uma das mais graves DSTs é necessário, a AIDS, já que de acordo com dados da OPAS, organização Pan-Americana da Saúde, estima-se que o número de novos casos de HIV na América Latina tenha aumentado 21% desde 2010. Por conseguinte, essas informações geram preocupações, pois a AIDS é uma doença ainda sem cura, que enfraquece o sistema imunológico da vítima de maneira, em alguns casos, tão intensas que facilitam as mortes devido ao contágio de simples gripes.
Outrossim, é imperativo pontuar o papel fundamental do governo para a ocorrência da problemática, haja vista que mesmo oferecendo preservativos grátis e, periodicamente, distribuindo panfletos informativos sobre DSTs, essas atitudes são ainda ineficientes para evitar o aumento das DSTs entre os jovens brasileiros, dessa forma, a fala de Platão, filósofo grego, faz um bom papel de contextualizador da atual atitude do estado: “O que faz andar o barco não é a vela enfunada, mas o vento que não se vê…”. Nesse sentido, a população carece de informações sobre a problemática desde nas escolas, necessita de prevenções no período que estão amadurecendo na vida sexual.
Diante do exposto, portanto, é necessária uma intervenção estatal, o Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Saúde deve buscar atidudes que busquem desenvolver responsabilidade sexual desde a juventude, por meio da promoção de palestras didáticas nas escolas, a fim de orientar, informar e capacitar o jovem para uma vida sexual saudável, logo, livres de DSTs. Tal ação pode, ainda, oferecer alívios emocionais aos pais, que perceberam que seus filhos estarão prontos para, como dito por Epicuro, buscar o prazer, mas livres dos sofrimentos do corpo.