O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 13/01/2022
Em 1564, o anatomista e cirurgião italiano Gabriele Falloppio desenvolve o preservativo masculino. A época, a tecnologia se baseava em sacos de linho, intestinos de carneiro e borracha. Porém, a desinformação e o medo compactuavam aos métodos contracepitivos no controle de DSTs. Entretanto, na atualidade, a banalização dessas doenças somada a negligência do Estado, justifica o aumento de DSTs entre os jovens brasileiros.
Parafraseando o conceito de Banalidade do mal, da socióloga Hannah Arendt, “Quando uma atitude agressiva ocorre constantemente, as pessoas param de vê - la como errada”, não conceber um filho se tornou mais relevante do que a pusilanimidade de doenças sexuais. E, implicitamente relacionada a ineficiência do Estado, em divulgar campanhas sobre os perigos, consequências e dificuldades enfrentadas pelo portador, colaborando com a prevalência do Tabu sobre sexualidade, os jovens passaram a ver a contaminação por DSTs como algo costumeiro, ainda que as consequências a saúde do portador possam ser incuráveis, como no caso da AIDS.
Além disso, o fato da média de idade da primeira relação sexual no Brasil ser de 15 anos, segundo o Ministério da Saúde, incentiva os governantes a criarem incentivos fiscais a industria ao invés de usar os meios de comunicação para trasmitir informações acerca da prevenção contra doenças sexuais. Visto que, o LTV (LifeTime Value), métrica que indica o lucro gerado por um cliente no futuro, de quem inicia as atividades sexuais aos 15 anos é alto. Contribuindo para lucro das companhias e assim, numa maior arrecadação de impostos pelo Estado.
Logo, o Governo Federal,por meio dos perfis oficiais dos orgãos de saúde nas redes sociais (como Instagram) e postos de saúde, deve promover campanhas Educativas. A fim de informatizar a população sobre os cuidados, malefícios e prevenção contra DSTs, para que seja possível controlar o aumento desenfreado da contaminação por tais doenças.