O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 08/04/2022

A Primeira Lei de Newton, a lei da inércia, propõe que um corpo tende a permanecer em repouso quando não possui uma força atuando sobre ele. De maneira análoga, tem-se o perturbador índice de pessoas acometidas por doenças sexualmente transmissíveis que permanecem inertes, já que muitos deles desconsideram a importância do uso de preservativos. Ademais, a persistência dessa mazela deve-se à banalização da falta de informação e ao descaso governamental.

Segundo Hannah Arendt, filósofa alemã, a banalidade do mal ocorre quando o indivíduo negligencia um determinado problema social. Paralelo a isso, é perceptível o desprezo da disseminação de informações a respeito dos perigos das IST´s, tendo em vista o grande preconceito social para com esse assunto. Nesse sentido, soma-se o conceito de Arendt ao de Newton, pois ambos contribuem para o explicar da perpetuação desse mal.

Ademais, a Constituição Federal de 1988 assegura o direito de acesso à saúde a todos os cidadãos brasileiros. Entretanto, muitas pessoas ainda carecem desse direito, em virtude da falta de incentivo governamental. Com isso, grande parte deles desconhecem os perigos das infecções sexuais. Tendo isso em vista, é necessário que o problema seja combatido desde a origem, ou seja, investindo mais nas informações a favor da profilaxia de doenças sexualmente transmissíveis.

Logo, cabe ao governo instituir um comitê gestor—formado por um representante de cada área—, por exemplo, Ministério da Saúde, diretores de hospitais e mídias (televisivas, cibernéticas e impressas). Essa ação se dará por meio de um plano de combate, em que haverá maior direcionamento de verbas e campanhas informativas sobre a evidência dos perigos das doenças sexualmente transmissíveis. Isso será feito a fim de remediar a falta de informação e, também, o descaso governamental. Desse modo, ausentando a inércia da realidade brasileira.