O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 15/05/2022
Sífilis, herpes, gonorreia e AIDS são DSTs (doenças sexualmente transmissíveis). No caso dessa última, o HIV é o vírus da IST (infecção sexualmente transmissível), assintomática e por isso traiçoeira. Apesar de possuírem, antagonicamente, mais informações e tecnologia médica, a contaminação entre os jovens aumenta devido aos comportamentos inadequados nessa faixa etária hodiernamente no Brasil. Assim, cabe analisar as gêneses e os impactos dessa problemática social.
Nesse sentido, no filme “Cazuza” é exposta a trajetória desse compositor, que com suas condutas transgressoras é contaminado pelo vírus HIV. No Brasil, a constituição cidadã determina que a saúde é um direito de todos e um dever do Estado. Entretanto, a forma de abordagem dessa temática com a juventude não tem sido adequada, visto que a cada dia eleva-se o abandono dos métodos de proteção, sobretudo a camisinha, por esse grupo. Segundo a UNAIDS, órgão das Nações Unidas, quarenta por cento dos jovens nunca utilizaram preservativo. Logo, urge reverter esse disparate e o descaso estatal.
Ademais, o filme “Filadelfia” é uma crítica ao comportamento preconceituoso da sociedade, em que um advogado diagnosticado com AIDS é demitido sumariamente. Fora da ficção, o Artigo quinto da Constituição Federal também determina que todos são iguais perante a lei. Todavia, essa não é a realidade brasileira ao constatar-se os danos, tanto físicos como psicológicos, provocados pela contaminação de um jovem por DST, uma vez que a sequela imediata é a exclusão social. Além disso, simultaneamente, gera-se um efeito colateral negativo, que é o aumento dos gastos públicos com a saúde. Então, é mister combater essas idiossincrasias e enfrentar essa conjuntura precária.
Destarte, é necessário erradicar as DSTs juvenis brasileiras. Para isso, o Poder Executivo, precipuamente o Ministério da Saúde, deve conscientizar a juventude, por meio de campanhas informativas sobre a essencialidade dos procedimentos protetivos no sexo, por meio de campanhas nas redes sociais. Paralelamente, o Ministério da Educação deve orientar sobre a inclusão social e a solidariedade quanto as pessoas infectadas, mediante debates e palestras, particularmente nas aulas. Somente assim os jovens agirão de forma responsável e saudável.