O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 19/08/2022

POP DST.

O uso de preservativos, assim como outras tecnologias, teve grandes avanços no século XII. Desde peles e intestino de carneiro no século VIII, passando pela borracha no século IX, até o látex no século XX. Mesmo com esses progressos, o público jovem brasileiro sofre com a alta na contaminação por doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), essa situação preocupante se deve, em grande medida, a ausência de conscientização e monitoramento da saúde dessa faixa etária.

A publicação de êxitos da saúde pública brasileira, como a diminuição de infectados pelo vírus do HIV, suscita a moral do hedonismo e o “Carpe diem” (viver o momento) da população mais nova. Sem consciência dos riscos e responsabilidades, desencadeiam altas nos números de acometidos. Isso pode ser evidenciado por dados no Datafolha que mencionam a diminuição no número de infectados, mas o aumento de afetados em início de fase adulta.

Por outro lado, a ausência do monitoramento e testagem, aumenta os afetados em idade tenra. As Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), são patologias em que pacientes apresentam a doença, mas não tem sintomas, isso é explicado pela “janela imunológica”, descrita como o período latente da patologia. Muitos casos ocorreram em pacientes doadores de sangue e receptores na década de 80 e 90 no Brasil. Logo, fica evidente a necessidade de minimizar ou radicalizar a disseminação dessas doenças.

Portanto, é necessário conscientizar e monitorar a população mais jovem. A conscientização pode ser feita com um trabalho em conjunto do Ministério da Saúde e Empresas privadas de preservativos, afim de associar segurança ao prazer. Seu monitoramento pode ser feito pelo incentivo a exames de sangue regulares, isso pode ser feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que pode tratar a enfermidade antes do seu contágio. Dessa forma a popularização não será da DST, mas da saúde no Brasil.