O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 23/08/2022
A série “Elite”, disponível na Netflix, tem como personagem principal uma adolescente de 16 anos chamada Marina, que contraiu HIV de seu namorado. Fora da ficção, o número de jovens contaminados com DSTs no Brasil aumentou de forma significativa durante os últimos anos. Tais consequências são frutos da desinformação sobre essas doenças, que causa uma banalização das mesmas.
Por exemplo, a jovem da série teve relações sexuais com alguém que ela pensava ser de sua confiança, e não foi instruída a se prevenir da forma correta. Essa negligência, tanto por parte das escolas, como também da família, que deveriam ser os meios de conhecimento dos jovens, acaba contribuindo para o aumento das doenças sexualmente transmissíveis.
Ademais, a desinformação também gera uma banalização. Prova disso é que, no final do século XX, o uso do preservativo ganhou força, em decorrência do surto de AIDS ocorrido nessa época e das campanhas preventivas. Entretanto, com o controle da doença e de seus sintomas, juntamente com a maior popularidade da pílula anticoncepcional, no século XXI o medo passou e as DSTs passaram a ser banalizadas. Com isso, os adolescentes pararam de se prevenir, o que, de acordo com o Jornal da USP, gerou um aumento de 74% nos índices de infecção, em um período de 10 anos.
Portanto, fica claro que medidas devem ser tomadas para resolver o problema. Para isso, é necessário que o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, promovam palestras nas escolas - ministradas por profissionais da saúde, como enfermeiros -, que visem informar os alunos a respeito das DSTs, seus perigos e formas de prevenção. Também é importante que a família seja inserida nesses momentos, destacando sua importância na educação sexual e formação dos jovens. Com essas medidas o problema será erradicado da realidade, tendo espaço apenas na ficção, e o Brasil se tornará um país mais saudável.