O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 29/09/2022

No final do século XV uma grande epidemia de sífilis surgiu na europa, devido a falta de proteção nas relações sexuais fazendo milhares de vítimas. Atualmente, o cenário não está muito diferente apesar dos avanços da medicina, a disseminação das doenças venereas continua alta, como resultado da falta de responsabilidade dos seres humanos com a saúde sexual. Como exemplo das principais causas de transmissão das patologias, vale ressaltar a ausência de educação sexual entre os jovens e adultos e o baixo uso de preservativos durante o coito.

É importante dizer que a geração de hoje, mesmo possuindo maior quantidade de conhecimento que as anteriores na maioria dos aspectos, ainda sofre com a falta de perícia no âmbito do cuidado com a vida sexual. Muitos jovens por não ter acesso a informações sobre as doenças, acabam subestimando os perigos das mesmas e não entendendo a seriedade do assunto. Além da imperícia, em outros casos o jovem também desdenha da questão por não acreditar que possa ocorrer com ele, o mesmo não se enxerga em uma situação vulnerável as doenças.

Dessa forma, a principal ferramente de proteção contra as enfermidades, popularmente conhecida como “camisinha”, é banalizada e cada vez mais pessoas fornicam sem se prevenir. De acordo com o IBGE, em julho de 2022 a porcentagem de adolescentes que usaram preservativo em sua última relação sexual caiu de 72% para 59% de 2009 a 2019. Essa queda considerável é muito preocupante pois quanto menor a prevenção, maiores as chances de contrair DSTs.

Portanto, recai sobre o ser humano a incumbência de lidar com a atividade sexual de forma positiva e responsável. Sendo assim, havendo cooperação do governo e dos cidadãos será possível minimizar os casos de doenças sexualmente transmissíveis no país. Com intuíto de diminuir a ploriferação das patologias em questão, é preciso a implementação da educação sexual nas escolas. O ministério da educação, deve inserir nas escolas brasileiras uma disciplina obrigatória da classe de pré-adolescente até os jovens, que aborde a importância de manter uma vida sexual saudável em qualquer período da vida, e desse modo será possível incentivar comportamentos de autocuidado na população e frear o aumento de casos de DSTs.