O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 05/10/2022

A partir do século XX, com a Revolução Técnica-Científica-Informacional, o desenvolvimento da medicina e o rápido acesso à informações, diversas enfermidades foram erradicadas. Entretanto, ao invés das doenças sexualmente transmissíveis, DSTs, diminuirem, devido aos conhecimentos científicos, agravou-se. No Brasil, esse cenário nocivo ocorre pelo tabu em torno dessas doenças e intensifica-se pela falta de discussões na sociedade.

Em primeiro lugar, é imprescindível discutir o preconceito da sociedade e o aumento nos índices de DSTs entre os jovens. Nessa perspectiva, o aumento de doenças sexualmente transmissíveis ocorre devido ao tabu social relacionado em ir, regularmente, a ginecologistas e urologistas, uma vez que tal compartamento ainda é, infelizmente, visto como um ato “vergonhoso”. Dessa maneira, a negligência da sociedade em ter acompanhamento médico, faz com que os índices de DSTs crescam, como revela a pesquisa da OMS, o Brasil é o único país onde essas doenças voltaram a crescer, apesar dos avanços na área da medicina.

Além disso, vale ressalta a falta de discussões acerca das DSTs na população. Nesse sentido, embora a sociedade atual seja caracterizada pelo acesso instantâneo a notícias e ao conhecimento, a discussão sobre os impactos das DSTs é pouco explorada na sociedade brasileira, o que intensifica, infelizmente, os casos dessas doenças entre os jovens. Dessa forma, a apatia da sociedade frente a um grave problema de saúde pública, como a falta de discussões para minimizar essa situação, assemelha-se ao estudo do sociólogo Georg Simmel, o qual denominou Atitude Blasé, caracterizando uma sociedade apática à problemas sociais.

Portanto, medidas públicas são necessárias. Assim, é dever do Estado, em parceria com os profissionais da educação, a elaboração de um projeto nacional, por meio da inserção de debates e rodas de conversas nas escolas brasileiras, com médicos especializados que discutam os problemas atrelados as doenças sexualmente transmissíveis e explorem as formas de proteção. Espera-se, a partir disso, a diminuição nos índices de DSTs no Brasil, visto que a população estará com mais conhecimento e com informações dos profissionais da saúde.