O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 07/10/2022
Com o aumento de opções menos invasivas para o controle de fertilidade, jovens em todo mundo frequentemente não se preucupam em usar preservativos na hora do sexo casual. Entretanto, devido a esse e diversos outros problemas, o aumento de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) em jovens configura um contratempo no Brasil. Certamente pode-se citar a falta de educação sobre o tema e o desuso de métodos de prevenção como causas principais da origem desse efeito.
Primeiramente, e necessário entender como as doenças se comportam para apenas depois programar um plano para previni-la. Por isso a educação é tão importante para o combate da transmissão rapída dos patógenos, porque garante o uso correto das ferramentas de combate a infecção. Contudo, o ensino sobre o tema ainda é precário, o que é evidenciado pelo fato de 21,6% dos jovens entrevistados em uma pesquisa realizada pelo Sistema Único de Sáude (SUS) achavam que existia uma cura para a síndrome da imunodeficiência adquirida.
Segundamente, após conhecer os mecanismos de ação dos agentes infecciosos, é vital o ínicio das medidas profiláticas. Em contraste, a falta do seu uso pode comprometer e por em risco a saúde do cidadão, onde os mais expostos são jovens, pois os mesmos são uma das faixas etárias mais ativas sexualmente devido a tempestade hormonal da puberdade além de serem mais novos, o que torna a vivência com uma doença crônica mais grave pelo tempo que teram que conviver com a comorbidade. Mesmo assim, muitos jovens ainda optam por não utilizar a ferramenta mais básica de prevenção: o preservativo, que é mostrado no mesmo estudo realizado pelo SUS, onde 43,4% dos jovens entrevistados declararam a falta de proteção no sexo casual.
Destarte, para que o efeito de redução dos casos de DSTs em jovens brasileiros seja alcançado, é necessário que o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação reforçem a educação sexual para jovens de todas as idades através de campanhas e programas de incentivo a utilização de ferramentas profiláticas. Os dois ministérios devem trabalhar em conjunto para garantir a conexão fácil entre os jovens e os benefícios, para que ocorra a diminução dos casos atuais.