O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 11/08/2024

A base da propagação da vida foi a reprodução, indiferente se foi sexual ou assexual, ajudou a prosperar todos os tipos de vida. Mas com as dispersão das crenças cristãs, o sexo foi se tornando algo muito vangloriado, de modo que o sexo era visto apenas para a reprodução após o casamento, trazendo um peso para um momento de prazer. Com todo esse clima pesado sobre algo comum na vida de todos, o ‘‘sexo’’ começou a ser visto como pecado e vergonhoso, fazendo com que mais tarde culminasse em diversas fake news em volta da Aids.

Em 1982 a Aids começou a se espalhar no Brasil, e segundo observações premeditadas se nomeou popularmente como ‘‘peste gay’’, acreditando ser um castigo e exterminação divina para os gays, mas eles eram na época o grupo mais discriminado, tendo facilidade para adquirir essa e outras diversas doenças. Com esses mitos em volta da doença até hoje há muito preconceito, fazendo com que as pessoas não se informem e uma prova disso é a pesquisa feita pela UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) que mostra que no Brasil 43.403 casos foram notificados em 2022, sendo 41% deles, jovens entre 15 a 29 anos.

O Brasil por ter a religião cristã profundamente difundida em nossa cultura, se ve o sexo de forma muito negativa, então ao crescer não se tem essa conversa em casa ou na escola, mesmo sendo fundamental para nossa saúde e futuro. Então muitos crescem sem saber o básico sobre educação sexual, como a camisinha, que muito se acredita ser um método apenas para prevenir gravidez, mas a principal função dela é proteger de infecções sexualmente transmissiveis, segundo a BBC as seguintes seis doenças estão populares entre jovens: HIV/Aids, sífilis, HPV, gonorreia, herpes genital, hepatite B ou C, e outra pesquisa feita pela CEUB (Centro Universitário de Brasília) observou que houve um aumento de 1.000% de casos de sífilis em jovens de 15 a 19 anos, durante o periodo de 2011 a 2021.

Há a necessidade do Ministério da Educação e Ministerio da Cultura fazerem programas educacionais desfazendo esse estigma que tem sobre a educação sexual, que tem ser inserido aos poucos desde criança e desmitificado para os adultos, que terá como principal objetivo diminuir casos de IST´s e gravidez na adolescencia.