O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 17/08/2024

O crescimento de infecções sexualmente transmissíveis vai além dos jovens brasileiros, é uma questão alarmante de saúde pública. Embora, hoje em dia, exista mais acesso à informação, os jovens continuam vulneráveis, refletindo a necessidade de uma abordagem mais eficaz na educação sexual. A falta de orientação adequada soma-se às mudanças nos padrões comportamentais, contribuindo para esse cenário.

A ausência de uma educação sexual estruturada nas escolas é um dos principais fatores para o aumento das ISTs entre jovens. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a educação sexual abrangente é crucial para a prevenção dessas doenças. No entanto, no Brasil, esse tema ainda enfrenta resistência, tendo sido tratado de maneira superficial em muitas instituições de ensino. Obrigatoriamente, a falta de informação acerca de métodos de prevenção e os riscos associados à prática sexual desprotegida fazem muitos jovens se exporem a infecções como HIV, sífilis e gonorreia.

É também uma mudança nos comportamentos sociais que permite este aumento das infecções sexualmente transmissíveis. Para a socióloga Eva Illouz, em suas pesquisas sobre a cultura contemporânea, a busca por relacionamentos rápidos e casuais molda a vida sexual dos jovens. Muitas vezes, resulta na negligência de práticas seguras, o uso de preservativos.

Os aplicativos de namoro e a cultura de relacionamento líquido contribuem para uma menor percepção de risco, colocando os jovens em maior vulnerabilidade.

Para enfrentar essa realidade, é necessário que o governo implemente programas de educação sexual que abranjam desde o ensino fundamental até o médio, promovendo o conhecimento sobre prevenção de ISTs. Além disso, campanhas nas redes sociais voltadas para o público jovem podem reforçar a importância do uso de preservativos e incentivar comportamentos sexuais mais seguros, contribuindo para a redução das infecções.