O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 14/08/2024
Aristóteles, grande pensador da antiguidade, defende a importância do conhecimento para a obtenção da plenitude da essência humana. Para o filósofo, sem a razão e a sabedoria, nada separa a espécie humana do restante dos animais. Nesse contexto, ao presenciar o aumento das DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) entre jovens brasileiros, vê-se que o princípio de Aristóteles não é alcançado, na medida que a deficiente educação sexual e o preconceito ainda são fatores que potencializam essa característica social.
Inicialmente, é notório que o preconceito está relacionado a um problema estrutural. Nesse sentido, a sexualidade ainda é um tema cercado de “tabus”, o que dificulta discussões abertas e informativas sobre prevenção de DSTs. Tal conjuntura, de acordo com Kant, é análoga à “Menoridade intelectual”, na qual caracteriza a falta de autonomia dos indivíduos sobre seus intelectos. Nesse raciocínio, ao observar o aumentos das DSTs entre jovens brasileiros, percebe-se que o cidadão, incapaz de assumir uma postura crítica, torna-se refém da “Menoridade” e, consequentemente, banaliza essa realidade.
Ademais, nota-se a deficiente educação sexual como um fator de que dificulta a resolução do entrave, uma vez que na série “Sex Education”, conta sobre um adolescente que começa a dar conselhos sexuais para os seus colegas, destacando a falta de educação sexual adequada nas escolas. Nesse contexto, conforme Zygmunt Bauman, em sua teoria “Instituições Zumbis”, as instituições sociais, como o Estado, dissolveram suas funções de controle e regimento da ordem, sendo “zumbis” pelo fato de manterem-se vivos, mas sem eficácia na intervenção.
Portanto, é crucial reverter o quadro atual. Para que os casos de DSTs entre jovens brasileiros sejam atenuados, o Ministério da Saúde (setor governamental responsável pela administração e manutenção da saúde pública no Brasil) precisa ajudar a população jovem a combater às DSTs. A par desse raciocínio, isso deve ser realizado por meio da criação de campanhas publicitárias. Dessa forma, a população será capaz de sair da “Menoridade intelectual” e, felizmente, concretizar as ideias aristotélicas.