O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 14/08/2024
Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade em que todos possuem seus direitos assegurados de forma efetiva, além de revelar um cenário livre de problemas sociais e políticos. No entanto, a realidade brasileira é contrária ao que o autor prega, já que TEMA, é uma celeuma persistente. Isso ocorre, ora pela descaso governamental, ora pelo silenciamento.
Sob esse viés, é notório que a omissão governamental é um grave empecilho. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar dos cidadãos. Entretanto, tal responsabilidade não está sendo honrada quanto à esforços para garantir que pessoas possam acessar serviços para tratar destas doenças, visto que o governo está cumprindo seu papel enquanto agente fornecedor de direito mínimos, gerando uma falsa sensação de cidadania, sendo considerado um obstáculo. Assim, para que esse bem-estar seja usufruído, o Estado precisa sair da imobilidade em que se encontra.
Além disso, a falta de discussão é um grande impasse. Djamila Ribeiro explica que é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Contudo, há um silenciamento instaurado na questão da disseminação sobre informações concretas sobre “DSTs”, além de informações sobre quão importante é o uso de preservativo, já que vem cada vez menos sendo utilizados, uma vez que pouco se fala sobre esse tema nas mídias de grande acesso, para a população em geral, tratando essa pauta como algo supérfluo. Logo, urge tirar essa situação da invisibilidade para atuar sobre ela, como defende a pensadora.
Portanto, é imprescindível atuar sobre esse contexto caótico. Para isso, o governo federal deve criar uma agenda específica para garantir que todos tenham conscientização e possibilidade de tratamento, por meio da organização de fundos e projetos, a fim de reverter o descaso governamental que afeta a quantidade de pessoas que tem acesso a esse conhecimento e que possam receber o tratamento adequado em qualquer lugar. Tal ação pode, ainda, contar com consultas públicas para entender as reais necessidades da população. Paralelamente, é preciso intervir sobre o silenciamento presente.