O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 16/08/2024

As doenças sexualmente transmissíveis, também conhecidas como DSTs, são tabus na sociedade há milênios. Dados indicam que, em dez anos, os índices de DSTs cresceram 64,9% na população de 15 a 19 anos e 74,8% nos jovens de 20 a 24 anos. Esse aumento se deve, muitas vezes, à falta de educação sexual, influenciada por questões culturais e pela vergonha de abordar o tema. Logo, a problemática está na falta de acesso à educação sexual e no preconceito enraizado na sociedade.

Nesse sentido, a educação sexual é amplamente discutida como matéria obrigatória nas escolas. No entanto, há muitos que se opõem a essa ideia, acreditando que pode incentivar os jovens a iniciar relações sexuais precocemente. Essa visão acaba sendo acatada por parte da sociedade, mesmo que a educação sexual, além de ensinar formas de prevenção ou tratamento de DSTs, também instrua sobre como se proteger de abusos sexuais. Tanto que, uma pesquisa aponta que, na ausência de educação sexual nas escolas, o número de estupros e casos de violência contra crianças chegou a 164 mil em apenas três anos.

Outro motivo para o aumento na propagação das DSTs é a vergonha que muitos jovens portadores dessas doenças sentem em admitir sua condição, devido ao medo do julgamento e até da exposição indevida, mesmo com a existência de leis que protegem essas informações. Uma pesquisa revela que, para 69% dos entrevistados, se alguém disser que tem o vírus HIV, “ninguém vai querer ficar por perto”. Além disso, 70% afirmam que é difícil falar sobre isso com a família e amigos.

Portanto, para evitar a propagação de DSTs entre os jovens, o Ministério da Saúde, órgão responsável pela saúde e bem-estar da população brasileira, deve promover campanhas sobre educação sexual nas escolas, buscando normalizar o tema por meio de aulas e palestras. Isso ajudaria a fazer com que os jovens se sintam acolhidos e confortáveis para falar sobre o assunto com naturalidade. Somente assim o Brasil conseguirá lidar com esse problema de saúde, e os jovens terão acesso a meios eficazes para se protegerem de qualquer DST. Além de ensinar métodos de prevenção, essas ações também devem focar na desconstrução de estigmas sociais.