O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 17/08/2024

O fato da relação sexual exigir muitos cuidados não é novidade, com o avanço da medicina, hoje é possível saber dos problemas e cuidados que cercam este ato. Contudo, mesmo tendo esse conhecimento, os casos de pessoas que contraem ISTs (infecções sexualmente transmissíveis) ainda acontecem com extrema frequência, principalmente entre jovens. De 2011 a 2021, os casos de sífilis aumentaram 800%, conforme notificações do Ministério da Saúde. Hoje, é possível enxergar problemas na educação e no diálogo que contribuiem para esse fato.

A educação sexual é um tópico considerado polêmico, pois é muito demonizado e mal compreendido, sendo atribuida à luxúria, perversão e ato de ensinar crianças a transar, sendo que, na verdade, a educação sexual busca ensinar e esclarecer questões relacionadas ao sexo, livre de preconceito e tabus, explicando dúvidas sobre preservativos, ISTs, organismo masculino e feminino, anticoncepcionais e gravidez. Esse tipo de educação ser menosprezada hoje faz parte da raiz do problema, pois sem ela, muitos jovens acabam se tornando analfabetos nessas questões, desconhendo os sintomas das doenças, que podem levar a práticas sexuais desprotegidas, e o diagnóstico tardio, devido a falta de incentivo a testes.

Um estudo divulgado pela SBU, feita pela campanha #VemProUro, revelou ainda que 41,67% dos jovens não conversam sobre sexo, sendo a família e a escola pouco acessadas para busca de informações. Muitos dos já poucos diálogos sobre sexo entre o jovem e sua família podem trazer o medo, a punição caso a realização do ato, e até a despreocupação, como se isso não fosse nada de mais, oque pode ocasianar desde um ato de rebeldia, e por sua vez, a execução do ato de forma imprudente e irresponsável, até o isolamento de tudo que envolve o assunto, desde de cuidados necessários, até os riscos, doenças, testes e tratamentos.

Nesse contexto, se tonta necessário dialogar e concientizar os jovem sobre o assunto, fazendo da educação sexual uma matéria obrigatória nas escola no país, através de ações do Ministério da Saúde e da Educação (setores governamentais responsáveis pela administração e manutenção da saúde e educação pública no Brasil), também trazendo mais camapanhas de conscientização e maior disponibilidade de preservativos, reduzindo a ignorância e protegendo os jovens.