O aumento de incêndios nas matas brasileiras
Enviada em 30/08/2019
“No lugar que havia mata, hoje há destruição”. A música do compositor brasileiro Vital Farias, da década de 80, descreve a realidade das matas do país. Hodiernamente, o fogo persiste e gera graves problemas, como o aumento do efeito estufa. Além disso, a agricultura que promove grande riqueza nacional, é também responsável por boa parte desses incêndios, além daqueles provocados displicentemente. Logo, são necessárias ações governamentais, visando o enfrentamento dessa problemática.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as queimadas causam mais de 75% da emissão de gás carbônico no Brasil. Isso se deve a destruição da vegetação natural, com destaque para o desmatamento na Amazônia e as queimadas no cerrado. O fogo normalmente é iniciado com o objetivo da caça ilegal, por exemplo, e não é autorizado por órgãos ambientais, acarretando graves consequências para o ambiente, como a morte de animais.
Ademais, a agricultura é apontada como uma das causadoras desses desastres ambientais. Isso ocorre devido a utilização do fogo para renovação de pastagens e preparo de novas áreas para atividades agropecuárias, com um único intuito: ascensão econômica. Os agropecuaristas, muitas vezes apoiados pelo governo, já que há uma forte bancada representante no Congresso Nacional, são beneficiados por medidas, como a Lei do Fogo (Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo), que regulamenta o uso da técnica das queimadas. Logo, observa-se a omissão estatal perante tal situação.
Portanto, o aumento de incêndios nas matas brasileiras é uma problemática a ser debatida. Em virtude disso, o Ministério da Educação deve investir em campanhas educativas nas escolas, com capacitação para professores acerca do tema, a fim de informar os alunos dos perigos das queimadas, já que o agravamento para o planeta pode ser a longo prazo. Além disso, os Ministérios da Justiça e do Meio Ambiente, conjuntamente, devem fiscalizar e punir industrias agropecuárias que desmatam ilegalmente, por meio de programas de satélite, como os usados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), no intuito de desencorajar essa corrida por lucros fartos às custas da destruição ambiental. Logo, diferente da canção de Vital Farias, a mata sera preservada.