O aumento de incêndios nas matas brasileiras
Enviada em 30/08/2019
No contexto sociocultural brasileiro, os incêndios florestais crescem a cada ano e causam prejuízos enormes à biodiversidade, tornando-se assim, um grande problema ambiental. É notório que essa mazela muitas vezes é causada pelo desmatamento de ruralistas da região, que utilizam a queimada para limpar áreas desmatadas e pastagens sem prevenção. Consequentemente tem-se perda da biodiversidade, aquecimento global e alterações climáticas. Desse modo, intervenções são necessárias.
Em primeira instância, é importante salientar que as queimadas florestais, muitas vezes, são causadas por ações criminosas, motivadas por interesse econômico. É perceptível que a atividade agropecuária nas regiões de matas no Brasil resultam em desmatamento, atrelado a isso, tem-se a utilização dos incêndios para limpar essas áreas, preparar a terra ou criar pastos. Além disso, as secas periódicas das regiões naturais do Brasil aumentam a vulnerabilidade desses locais que, em diversas ocasiões, são atingidas pelas ações indiscriminadas dos ruralistas, como por exemplo a queima da floresta amazônica em meados de 2019, que se tornou a maior em dez anos, de acordo com o Inpe. Com isso, nota-se que a falta de fiscalização nessas localidades contribuem ativamente para o crescimento desse entrave.
Em segunda instância, é necessário analisar que os incêndios florestais resultam em consequências drásticas para o meio ambiente. Fica claro que esse processo afeta diretamente a diversidade biológica local, já que atinge todas as espécies pertencentes a esses ecossistemas. Outro fator relevante são as alterações climáticas causadas pelas queimadas, como as modificações pluviométricas, aquecimento global e poluição do ar, assim como ocorreu em São Paulo, em agosto de 2019, na qual a cidade foi atingida por uma onda de fuligem provinda das queimas da floresta amazônica. Dessa forma, é evidente que essa questão traz prejuízos inestimáveis para o meio terrestre.
Portanto, é possível inferir que os incêndios criminosos e propositais nas matas brasileiras, motivados por interesses econômicos, geram consequências graves à biodiversidade. Por conseguinte, é necessário que o governo brasileiro promova uma reestruturação do IBAMA, empregando um maior número de agentes, estrutura e equipamentos de alta tecnologia, a fim de aumentar a fiscalização e a atuação desse órgão na preservação das matas nacionais e no combate a ações ilegais nessas regiões. Outrossim, é importante também que o Ministério do meio ambiente elabore uma reforma no código florestal do país, com o intuito de aumentar a rigorosidade das punições, promover um maior desenvolvimento sustentável, criar novas reservas florestais, uma maior fiscalização e um programa de reflorestamento de áreas queimadas. Dessa maneira, essa mazela atingirá menores proporções.