O aumento de incêndios nas matas brasileiras

Enviada em 02/09/2019

Desde o descobrimento do Brasil, no século XVI, a cultura de exploração ambiental já se fazia presente no território com a extração do pau-brasil pelos portugueses. Hodiernamente, decorrentes dessa cultura, inúmeras queimadas comprometem a população local e o equilíbrio climático do país. Esses empecilhos constituem-se devido à má fiscalização do Estado e à inconsciência dos responsáveis pelos incêndios, e devem, de imediato, ser analisados e sucumbidos do cenário nacional.

Precipuamente, é indispensável dizer que, decorrentes de climas quentes, como o semiárido, no Nordeste, as queimadas podem ser causadas naturalmente, de forma a contribuir para a saúde do solo e da flora. Entretanto, esses benefícios das queimadas tornam-se malefícios quando provocadas pelo homem, o qual, por ser um método mais fácil e rápido para o cultivo, opta por incendiar os terrenos. Dessa forma, é consequência o desequilíbrio climático da região, uma vez que gases como o dióxido de carbono -liberado na queima- corroboram com a retenção do calor na atmosfera, ocasionando fenômenos como o efeito estufa, a desertificação e a chuva ácida. Ademais, mesmo que a Carta Magna considere essa ação como um crime, ela continua a perpetuar-se no país, o que confirma a postura negligente e a flexibilização das leis do próprio Governo.

Outrossim, segundo pesquisas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o número de incêndios cresceu 197% na Amazônia, em 2019. Além disso, a mesma instituição afirma que 75% do espaço natural do cerrado (bioma presente na região Centro-Oeste) foi desmatado em decorrência das queimas deliberadas, em 2017. Frente a isso, é ingênuo acreditar que as únicas vítimas desses incêndios são o clima e a vegetação local. As tribos indígenas, detentoras de ricas culturas, também são atingidas pelas queimadas, porque suas casas, isto é, as florestas, estão sendo destruídas pelas ações de outros indivíduos que, muitas vezes, são incapazes de controlar o fogo.

Conforme o exposto, urge que medidas sejam tomadas a despeito das queimadas no Brasil. Primeiramente, é ideal que o Governo se dedique ao controle dessa forma de desmatamento, por meio da fiscalização adequada nas florestas -o que pode ser suscitado pelas inovações tecnológicas de segurança, como drones e câmeras de visão noturna-, e da atribuição de multas severas aos criminosos, para que o número de incêndios deliberados sejam erradicados da nação. Além disso, cabe ao Ministério do Meio Ambiente assegurar o bem-estar da comunidade indígena, mediante presença de médicos e de bombeiros em regiões próximas às tribos, com o fito de garantir que os índios não sejam afetados pelo pertinente viés. Dessa forma, será possível arrefecer o índice de queimadas no país.