O aumento de incêndios nas matas brasileiras

Enviada em 10/10/2019

10 de agosto de 2019, data conhecida como Dia do Fogo, foi um marco de alerta ambiental acerca das queimadas na Amazônia que consistiam,primordialmente, em incêndios promovidos por produtores rurais.Nesse contexto, faz-se fulcral o debate sobre a flexibilização da leis ambientais e a deflagração das queimadas nas matas brasileiras, pilares da degradação do meio natural.Portanto, é necessário uma postura ativa de agentes ambientais e governamentais, no que concerne estabelecer punições legais ao desmatamento intencional.

Em primeiro lugar, a flexibilização das leis ambientais é um dos fatores que agravaram o desflorestamento, em especial pela ação do fogo.Nesse sentido, o novo código florestal, permeado por influências da bancada ruralista, não cumpre seu papel de salvaguardar o meio ambiente, pois prioriza o desenvolvimento econômico em detrimento da sustentabilidade. Isto posto, o Ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, confirma a relação entre o novo código e a intensificação do desmatamento. Desse modo, os recentes incêndios na Amazônia, por exemplo, estão diretamente ligados com a ausência de rigidez das leis ambientais, sendo ,portanto, pertinente a criação de um novo código,mais severo.

Outrossim, a deflagração das queimadas no território nacional está associada às ambições humanas, por meio de incêndios criminosos. Decerto, essa prática é um desdobramento da sensação de impunidade frente a crimes ambientais, proporcionada pela anistia de multas por desflorestamento ilegal, prevista no novo código florestal. Ademais, o aumento significativo das queimadas é oriundo da necessidade de queimar a biomassa resultante do desmatamento para o pasto ou agricultura, afirma Ane Alencar,diretora do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam). Dessa forma, é indubitável a relação dos atuais focos de incêndio com os interesses da classe agrária, logo o governo deve se mobilizar para conter as consequências dessa ambição.

Em suma, o aumento das queimadas no Brasil está interligado com os interesses agrários. Dessarte, urge que o legislativo promova a criação de um novo código florestal,por meio de plebiscito e consulta científica de ambientalistas,geógrafos e biólogos, cuja diretriz seja embasada no conceito de sustentabilidade, ou seja ,promover o desenvolvimento em consonância com a preservação.Em adição, tal código deve ser claro quanto às punições acerca do desmatamento ilegal que fomenta os incêndios criminosos, com o fito de atenuar as queimadas no território nacional.