O aumento de incêndios nas matas brasileiras

Enviada em 02/10/2019

O filósofo Hegel defende a ideia de que o pensamento social evolui com o decorrer da história, dado que a sociedade passa a adotar ideais coletivistas, com o intuito de se tornar mais inclusiva e garantir qualidade de vida para todas as camadas da nação. Não obstante, o recente aumento de queimadas em solo brasileiro, suscitado pela expansão da agropecuária e do extrativismo vegetal, reflete uma predominância do pensamento individualista nas elites brasileiras, o que de acordo com a tese de Hegel, indica um retrocesso.

A priori, o desmatamento afeta negativamente a economia nacional, visto que, além de prejudicar a renovação dos recursos extraídos e, consequentemente, sua disponibilidade a longo prazo, essas atitudes diminuem a produtividade da mão de obra geral em território nacional. Um estudo da revista científica Fish and Fisheries demonstra uma redução da produção pesqueira em rios adjacentes a áreas desmatadas na região amazônica, uma vez que ausência dessa mata diminui os habitats, alimentos e os percursos fluviais dessas zonas e, posteriormente, a quantidade de animais aquáticos desses locais, o que acomete o mercado local.

A posteriori, o produto desses incêndios põe em risco patrimônios brasileiros, dado que a ação antrópica em ecossistemas locais fragiliza territórios de conservação ambiental ou indígena. Além disso, os gases emitidos durantes essas queimadas são os principais reagentes das chuvas ácidas, que por possuírem um elevado teor corrosivo, danificam as monumentos e estruturas históricas, como as estátuas de Aleijadinho.

Em suma, é vital que o Estado adote medidas para resolver esse problema. O governo deve aumentar investimentos em mecanismos de vigilância, como satélites, patrulhas militares, pontos de controle e outros meios, para elevar a eficácia em localizar e neutralizar possíveis focos de incêndio, e assim, garantir a estabilidade ambiental no Brasil.