O aumento de incêndios nas matas brasileiras
Enviada em 18/10/2019
O Artigo 225 da Constituição Federal Brasileira assegura, dentre outros, o direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado. Entretanto, na prática, ações nocivas ao equilíbrio praticadas pela população vêm crescendo exacerbadamente, em especial as queimadas provocadas nas matas. Diante disso, é crucial analisar não só a origem desses atos, como também a impunidade revelada diante desse cenário, a fim de revertê-lo.
Em uma primeira análise,é indubitável que a ação criminosa age como fomentadora das queimadas.Dados levantados por uma pesquisa do INPE,Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais,revela que 99% dos incêndios são criminosos,em sua maioria relacionadas ao agronegócio .Assim, paralelo aos dados,o país com maior biodiversidade, também é o com maior índices de queimadas mal intencionadas. De fato, agricultores provocam imprudentemente as limpezas dos pastos com a técnica ilegal de queimadas, contudo, uma simples bituca de cigarro lançada nas margens de rodovias gera estragos semelhantes. Logo, as queimadas provem da imprudência, pois, as florestas do Brasil não são apenas responsabilidade dos governos, mas da sociedade.
Ademais, outra circunstância recorrente - mais grave entretanto, pois não gera benefícios - são as queimadas acidentais frequentes nas rodovias brasileiras. Essa situação, contraria o “Pequeno Principe”, personagem do escritor francês Sain’t Exupery, que todos os dias cuidava do vulcão extinto de seu planeta, com intuito sincero de preservar seu habitat natural. Dessa forma, entender as queimadas como destruidoras da Terra, parece ser o caminho para evitar, por exemplo, as “assassinas bitucas de cigarro”.
Urge, portanto, que o Ministério da Educação invista em campanhas educativas nas escolas, com capacitação para professores acerca do tema, afim de conscientizar os alunos dos perigos das queimadas, já que o agravamento para o planeta pode ser a longo prazo. Além disso, os Ministérios da Justiça e do Meio Ambiente, conjuntamente, devem fiscalizar e punir àqueles que desmatam ilegalmente, por meio de programas de defesa civil e de proteção de área indígenas, no intuito de desencorajar essa corrida por lucros fartos às custas da destruição planetária, contrariando o exemplo do cuidadoso “Pequeno Príncipe”.