O aumento de incêndios nas matas brasileiras

Enviada em 24/10/2019

Na obra “Utopia” do escritor inglês Thomas More, é retratada um sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, visto que o aumento de incêndios nas matas brasileiras demonstra o escárnio dos órgãos governamentais com a questão ambiental, impossibilitando assim a concretização das ideais de More. Nesse sentido, tal estorvo é sustentado por dois pilares principais, sendo eles a ineficiência estatal de mecanismos que coíbam o estorvo e a falta de uma legislação rígida em detrimento do tema.

Precipuamente, é fulcral pontuar que o aumento de incêndios nas matas brasileiras deriva da falta de comprometimento dos setores governamentais com as questões ambientais. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da sociedade. Entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido a inércia das autoridades em relação ao tema, resulta na extinção da biodiversidade nacional e por conta da imensa incidencia de gás carbônico na atmosfera, acarreta em diversos problemas climáticos, como o efeito estufa e o aquecimento global. Desta forma é indubtável a necessidade de criação de mecanismos que coíbam a perpetuação desse estorvo.

Igualmente, faz-se mister ressaltar que o aumento de incêndios nas matas brasileiras também está relacionada na ineficácia legislativa em relação ao tema. De acordo com a obra “A lei e a ordem”, do sociólogo Dahrendorf, a anomia é uma condição social, na qual o indíviduo ou corporação não ve limites nas suas ações por conta da ausência de penalidades estipuladas por um poder estatal em relação a um determinado tema. Portanto, é de extrema importância a elaboração de leis que busque eliminar a existência dessa anomia.

Portanto, urge que medidas sejam tomadas para resolver o quadro atual. Dessarte, com o intuito de mitigar o aumento de incêndios nas matas brasileiras, necessita-se que o Tribunal de Contas da União disponibilize capital para que os governos regionais invistam em uma fiscalização mais rígida em áreas de preservação ambiental e também é de imparativa relevância que o Congresso Nacional elabore penalidades legislativas para aqueles que não estiverem nos parametros de fiscalização, somente desta forma o Brasil terá sua biodiversidade preservada, as anomias socias eliminadas e a utopia de More exponencialmente alcançada.