O aumento de incêndios nas matas brasileiras
Enviada em 13/07/2020
No ano de 1545, a economia brasileira dependia da exportação da cana-de-açúcar, algodão e café. Isso se dá pelo solo fértil e potencial agrícola que o país tem. Com isso, no século XXI, grandes áreas florestais são violentadas para que a renda ainda continue a fluir e as pessoas lucrem em cima de uma natureza degradada. Nessa perspectiva, pela rapidez de uma maior lucratividade, há aumento de incêndios nas matas do Brasil, que, por sua vez, empobrecem o solo e afetam os ecossistemas.
A priori, o território brasileiro é o maior da América do Sul, o que consiste em uma grande área que pode ser utilizada pela sua população. Em contrapartida, muitos a utilizam de forma ilegal, como algumas queimadas que prejudicam o solo brasileiro, uma vez que, segundo o programa Globo Rural, elas eliminam até 90% dos nutrientes do solo. Isso faz com que esses incêndios sejam mais prejudiciais que benéficos para o ecossistema e também para os que pretendem lucrar em cima disso, pois a terra perderá o seu potencial de produtividade e esses investidores perderão esse território. Entretanto, embora quem pratique esse crime saiba dessa informação e tenham consciência desses malefícios, os números vêm aumentando, porque deixam a área desmatada é limpa mais rapidamente e podem começar a investir no agronegócio intensivamente.
Além disso, os ecossistemas são amplamente prejudicados, pois a fauna e flora não estão adaptadas ao fogo, exceto a região do Cerrado, que tem adaptações próprias para esses acontecimentos. Dessa maneira, muitas espécies entram em risco de extinção, como é o caso de 60 animais da Floresta Amazônica que são atingidos pelo fogo e não têm nenhum mecanismo de proteção, segundo a WWF-Brasil (Fundo Mundial para a Natureza). Diante do exposto, não há preocupação dos grandes empresários e políticos brasileiros com a diversidade e importância que cada um dos seres vivos afetados têm. Assim, números crescentes de queimadas irregulares são notificados no país.
Portanto, medidas precisam ser tomadas para que os números de queimadas, no Brasil, parem de aumentar. Dessa forma, o Ministério do Meio Ambiente deve reforçar seus programas contra esses incêndios e desmatamento das áreas florestais do país, por meio da fiscalização de todos os empresários que investem em terras para agricultura ou pasto, como também, multar todos os que apresentarem irregularidades na compra ou manejo da terra, a fim de que seu potencial produtivo não seja perdido. Ademais, o IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente), que é um órgão vinculado ao Governo, deve estar atento a todas as irregularidades por meio de satélites que notifiquem regiões com fogo não autorizado, para que esteja preparado para cuidar e não deixar a fauna e flora brasileira serem extintas.