O aumento de incêndios nas matas brasileiras

Enviada em 11/07/2020

Historicamente, as matas brasileiras foram alvo de queimadas e desmatamento por meio da colonização portuguesa, no ano de 1500. Na contemporaneidade, apesar de nem toda queimada ser ilegal, existem aquelas intencionais que causam dano muito maior, feitas para o implemento da atividade pecuária. Dessa maneira, as consequências geradas pelo aumento dos incêndios estão atreladas tanto ao comprometimento dos recursos naturais, quanto ao descaso governamental, sendo assim, aspectos que precisam ser analisados.

A princípio, no século XX, a Revolução Verde caracterizou-se pela introdução de tecnologias no campo, o que aumentou, por consequência, a produtividade agrícola. Contudo, a prática de queimadas criminosas por parte de alguns agricultores, com o intuito de otimizar ainda mais o solo, tem causado consequências ambientais. Dessa forma, o aumento de incêndios ilegais compromete a economia nacional, pois prejudica a renovação dos recursos extraídos e sua disponibilidade a longo prazo. Além disso, pode ocorrer, também, a viabilização da extinção de espécies animais e vegetais e a poluição de bacias hídricas.

Outrossim, de acordo com o G1, o aumento de 82% dos focos de queimadas no Brasil causou a “chuva preta” em São Paulo. Dessa forma, os incêndios ilegais nas matas brasileiras comprometem todo o ambiente, até mesmo em regiões distantes, como nas capitais. Isso acontece porque, no modelo capitalista, o lucro sempre é posto em primeiro lugar e a rentabilidade sobrepõe-se aos interesses ambientais. Ademais, ao optarem por ações de retorno imediato, os governantes geralmente investem em práticas que resultam na multiplicação de incêndios criminosos. Sendo assim, o surgimento de problemas como a chuva ácida, comprometem patrimônios históricos brasileiros, danificam estruturas de cimento nas cidades e geram prejuízo aos cidadãos.

Torna-se evidente, portanto, que, com o intuito de reverter a situação atual, é dever do Estado, em parceira com o Ministério da Agricultura, inspecionar áreas de preservação com focos de incêndio, por meio do investimento em satélites que captem emissão de calor, além de investir em Brigadistas treinados para combater o fogo, com o fito de garantir o respeito às normas ambientais. Cabe às ONG’s, como o Greenpeace, cobrar um posicionamento do poder público no que diz respeito às queimadas, por intermédio de canais de comunicação, como redes sociais e TV aberta, para que os governantes sintam a necessidade de reverter a situação, além de engajar a população na reivindicação, para que uma solução seja encontrada. Sendo assim, o aumento de queimadas nas matas brasileiras não será mais um assunto em pauta no país.