O aumento de incêndios nas matas brasileiras

Enviada em 10/07/2020

Na década de 1530, quando os portugueses começaram, efetivamente, a colonizar o território brasileiro, uma das primeiras providências tomadas foi a queimada de parte do litoral, mais especificamente da mata atlântica, para a plantação de cana de açúcar. Nos dias de hoje, no entanto, essa prática tem crescido exponencialmente devido à expansão do agronegócio, além da suavização de penas para quem desmata.

Em primeiro lugar, na rede televisiva “Globo” a cada momento comercial é mostrada uma propaganda sobre a importância do agronegócio  com o bordão “agro é tudo”. Com isso, esse ramo do comércio vem conseguindo se expandir cada vem mais, fato esse que traz consigo a degradação do meio ambiente, mas, principalmente, o bioma amazônico que por apresentar vasto território vem apresentando inúmeras queimadas ano após ano. Logo, a mídia, ao expor esse importante ramo do negócio brasileiro, deve, também, mostrar os malefícios que sua descontrolada expansão pode trazer.

Em segundo lugar, pesquisas feitas pela Organização Não Governamental (ONG) “Green Peace” mostram que o número de queimadas na Amazônia cresceu cerca de 73% no ano de 2019 (em relação a 2018), ano em que o Governo Bolsonaro assumiu o Palácio do Planalto. Tal fato pode ser explicado pela suavização de penas dadas a infratores ambientais desde o início do mandato que trazem, dentre outras consequências, o cada vez menor espaço destinado à população indígena que ainda consegue se manter na região norte do país. Então, o próprio Estado deve analisar as leis vigentes a fim de contornar tal situação.

Portanto, devido ao aumento de incêndios nas matas brasileiras, cabe à mídia informar a população sobre os perigos do crescimento desordenado do agronegócio, por meio de propagandas e comerciais que exponham as queimadas em virtude dessa expansão, a fim de que essa ação tenha menor incidência. Além disso, cabe ao Poder Legislativo brasileiro garantir a penalização de infratores ambientais, por intermédio da criação de leis que punam severamente quem invadir ou desmatar matas e florestas, para que, diferentemente do que ocorreu no período colonial com a mata atlântica, a floresta  amazônica, outras matas e a população indígena não se tornem raras.