O aumento de incêndios nas matas brasileiras

Enviada em 16/07/2020

No universo cinematográfico, o filme “Mogli: o menino lobo” retrata a história de um garoto em busca da verdadeira personalidade humana na selva. Na sua jornada, o personagem descobre que o fogo, chamado de “A flor vermelha”, é o elemento mais temido pelos animais da selva, visto a alta capacidade de destruição. Embora tal produção seja destinada ao público infantil, percebe-se a importância em discutir esse assunto no Brasil, a saber: as raízes históricas do problema e os reflexos na sociedade atual.

Primeiramente, é válido pontuar sobre as origens da destruição nas matas brasileiras. Nesse prisma, o descobrimento do Brasil, no século 16, foi marcado por uma intensa violência às florestas e uma exploração inadequada de seus recursos naturais. A partir disso, nota-se que há uma linearidade histórica nos acontecimentos que antecedem a situação atual dos incêndios e na progressiva adesão a essa prática criminosa. Com isso, pode-se dizer que, se o Brasil deseja resolver essa problemática, precisa, antes de tudo, disponibilizar uma bibliografia adequada e acessível aos brasileiros nos núcleos educacionais.

Ademais, é importante analisar os reflexos do aumento de incêndios nas matas brasileiras na atualidade. Dessa forma, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou que 2019 foi o pior ano de queimadas desde o início da década, com a consequente destruição das moradias de pequenos e médios camponeses. Tal pesquisa mostra que, infelizmente, existe uma recorrência cada vez mais despreocupada em relação ao “Verde” brasileiro. Com base nessa observação, o Brasil, caracterizado pelas bases políticas de um Estado de direito, deve propor maneiras eficientes de mitigar esse ataque ao corpo social e às florestas.

Nota-se, portanto, a urgência em solucionar tais impasses. Para tanto, é necessário que o Ministério da Educação crie um projeto chamado “Natureze-se”, o qual, por meio de professores de história, biologia e geografia, exponha os prejuízos causados nas matas brasileiras desde os séculos passados, a fim de expor os malefícios e conscientizar os estudantes para esse problema. Outrossim, o Ministério da Cidadania deve fiscalizar os estados mais afetados pela prática, por intermédio da contratação de engenheiros ambientais com 7 horas de carga horária diária, com a finalidade punir os maiores culpados com multas de 20 mil reais para cada 10 quilômetros quadrados destruídos. De tal maneira, a “flor vermelha” não será a maior causadora de destruição e desordem florestal, visto que, enfim, a chama será totalmente apagada.