O aumento de incêndios nas matas brasileiras

Enviada em 17/07/2020

O século XV marca o início da exploração dos recursos naturais do Brasil para o viés econômico humano, no qual acarretou a quase extinção completa da Mata Atlântica brasileira. Hodiernamente, a destruição da natureza continua se agravando, principalmente, pelos incêndios nas áreas verdes, os quais se baseiam no lucro e são responsáveis por potencializar o efeito estufa no planeta Terra.

Mormente, a destruição ambiental é fortemente guiada pela economia. Segundo o filósofo empirista Francis Bacon, conhecer a natureza é o caminho para manipula-lá em prol do homem. Sob essa ótica, o indivíduo explora o meio ambiente buscando extrair ferramentas para desenvolvimento econômico via queimadas artificiais, as quais crescem numericamente de forma contínua nas regiões de densa mata verde. De acordo com a pesquisa divulgada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Norte brasileiro teve 50,4% do total de queimadas em 2017. Sendo assim, observa-se a concentração dos focos de incêndio na região Norte do país, a qual possui diversas áreas inalteradas que se tornam atrativas para o desmatamento pelas queimas causadas pelo ser humano.

Em paralelo, o agravamento do efeito estufa é uma das consequências direta das queimadas. Nesse sentido, os gases emitidos pela combustão nas matas são responsáveis pela retenção de calor na atmosfera terrestre e, consequentemente, no desequilíbrio ambiental. Dessa maneira, para o filósofo contratualista Thomas Hobbes, “O homem é o lobo do próprio homem”, ou seja, pratica um mal para si próprio. Analogicamente, ao realizar incêndios florestais e emissão dos gases prejudiciais para a esfera, os indivíduos ocasionam a potencialização do aquecimento global. Com isso, alteram os níveis das águas oceânicas, a temperatura mundial, os fenômenos climáticos e causam o derretimento das calotas polares, todos essenciais para a harmonia da natureza. Sob essa perspectiva, analisa-se o impacto negativo dos fogos nas áreas verdes brasileiras e a necessidade modificar essa autodestruição da humanidade para impedir o fim do planeta Terra.

Destarte, o constante aumento dos incêndios nas matas brasileiras é um problema para o globo. Dessa forma, cabe ao Ministério do Meio Ambiente fiscalizar as áreas de ocorrência frequente de queimadas por meio do implemento do uso de “drones” de monitoramento nesses espaços, buscando mitigar esse quantitativo de focos de incêndio. Além disso, é dever da mídia combater o uso do fogo pela população por via de campanhas conscientizadoras nas mídias sociais “online” e com a presença de especialistas no assunto, visando diminuir o acentuamento do efeito estufa. Assim, há a possibilidade de divergir da exploração histórica sofrida pelo Brasil e proteger o meio ambiente da esfera terrestre.