O aumento de incêndios nas matas brasileiras

Enviada em 14/07/2020

Consoante ao empresário americano Thomas Edison, a insatisfação é de caráter primordial à efetiva evolução humana. Sob essa perspectiva, a sociedade brasileira, hodiernamente, apresenta descontentamento frente ao elevado número de incêndios em florestas nacionais, objetivando, portanto, alterações em tal conjuntura. Contudo, além do despreparo civil, a injustiça secular centrada em ineficiências governamentais fomenta a permanência do problemática e, assim, inviabiliza o real progresso da nação tupiniquim.                                                                                                                     Destarte, pontua-se que, com o advento da denominada Revolução Industrial e suas consequentes inovações tecnológicas, o Brasil modernizou-se, bem como o máximo desenvolvimento racional foi atingido. No entanto, uma incontrovertível dualidade é produzida, visto que, mesmo diante do avanço intelectual vivenciado, significativa parcela populacional faz uso do fogo, técnica rudimentar de origem indígena, na preparação do solo. Dessa forma, como em toda combustão completa, dióxido de carbono é liberado e, por ser um dos gases promotores do efeito estufa, sua elevada concentração na atmosfera resulta no aquecimento global. Além disso, a própria instabilidade da queimada, não raro, leva ao seu alastramento por florestas e áreas de preservação ambiental, que pode comprometer, irreversivelmente, a biodiversidade do ecossistema atingido.                                                                                                     Outrossim, a taxa crescente de incêndios nas matas canarinhas focaliza também ineficiências governamentais quanto à execução de seus deveres. Nesse contexto, há uma indubitável negligenciação da Constituição Cidadã, promulgada em 1988 e perpetuante na contemporaneidade brasileira, já que o combate às queimadas não é realizado com a proficiência prevista. Dessa forma, o equilíbrio ambiental é ameaçado pela impunidade de atos criminosos, além da fiscalização falha, ou insuficiente, de regiões florestais propícias à ocorrência do fogo gerado por fatores não antrópicos. Assim sendo, a biodiversidade da fauna e flora somente será assegurada mediante a atuação concreta e qualitativa do governo federal.                                                                                                                     Logo, medidas são vitais à dissolução do aumento de queimadas nas florestas brasileiras. A princípio, faz-se mister que o Ministério da Educação, mediante a promoção de palestras televisionadas e ministradas por agrônomos, conscientize a população sobre os malefícios gerados pelo uso do fogo na preparação do solo, para que essa técnica seja evitada e haja maior conservação da flora e fauna. Ademais, o Estado, por meio da realização de concursos públicos destinados à contratação de profissionais da “esfera” ambiental, deve ampliar a fiscalização das áreas de proteção à biodiversidade, a fim de que tal ideal seja assegurado e o Brasil, finalmente, atinja o progresso proposto por Edison.