O aumento de incêndios nas matas brasileiras

Enviada em 17/07/2020

No quadro “O grito” (1893), do pintor Edvard Munch, vê-se que os personagens ao fundo da tela mostram-se indiferentes ao desespero da figura central. Contudo, nota-se que a falta de interesse aos problemas alheios não se limita à arte expressionista, já que na realidade brasileira há um aumento de incêndios nas matas, revelando, assim, a apatia humana acerca da natureza. Nesse prisma, cabe analisar as questões sociais que envolvem o agronegócio e as doenças respiratórias no Brasil.

Em princípio, ressalta-se que o governo mostra-se ausente diante do aumento de incêndios nas matas brasileiras. Isso porque existe uma deficiência no processo de fiscalização em áreas florestais,a destruição da fauna em flora para beneficiar o agronegócio, tem caucionado a extinção de biomas.Um exemplo disso é o cerrado, o qual tem se transformado em um “hotspot” brasileiro ao cultivo de soja, segundo o jornal “O globo”. Desse modo, pontua-se que o Ministério do Meio Ambiente não tem garantido a preservação da natureza.

Ainda, observa-se que falta de engajamento coletivo para se alcançar, de fato, uma sociedade que previna problemas respiratórios, ocasionado pela fumaça. Prova disso, é a ausência de mobilização social em prol de políticas públicas voltadas para a diminuição de incêndios em matas brasileiras. Recorrendo aos estudos do sociólogo Zygmunt Bauman para explicar esse cenário, conclui-se a influência do pessimismo sobre os indivíduos. Sendo assim, de acordo com a teoria da modernidade líquida desse pensador, as pessoas, por não acreditarem em uma coletividade utópica, estão aceitando quadros negativos, como o aumento das queimadas, o qual agrava os casos clínicos.

Constata-se, finalmente que o aumento de incêndios nas matas brasileiras deve ser combatido. Para isso, é necessário exigir do Estado, mediante debates em audiências públicas, o investimento em fiscalização para áreas florestais, com o intuito de que biomas sejam preservados. Além disso, deve haver a sensibilização da coletividade, por meio de organizações não governamentais, a fim de que haja a preservação da saúde alheia. Desse modo, diferentemente do presente, o futuro poderia deixar de enfrentar a apatia social.