O aumento de incêndios nas matas brasileiras
Enviada em 16/07/2020
“Os homens aprenderam a voar como os pássaros e a nadar como os peixes, mas não aprenderam a conviver como irmãos”. A análise do ativista político, Martin Luther King, pode fazer referência ao aumento de incêndios nas matas brasileiras, visto que isso está relacionado às divergências entre interesses econômicos e sociais de muitos indivíduos. Essa é uma problemática antiga que ainda não foi atenuada devido à “ignorância humana” de boa parte da população, aliada às ineficácias estatais. Logo, é preciso analisar medidas coesas e eficazes que atenuem o quanto antes tal questão.
A priori, é possível afirmar que muitos indivíduos não aprenderam a viver em harmonia com a natureza devido aos anseios pessoais cada vez mais materialistas e capitalistas. Essa disparidade de pensamentos e ações, sem dúvidas, é refletida nas matas brasileiras diante do aumentos das queimadas, as quais -segundo o cientista, Paulo Artaxo, não são causadas de modo natural e sim provocadas criminalmente. Tal problema está cada vez mais frequente, pois essas áreas verdes são de grandes interesses econômicos aos madereiros e ao agronegócio no país, corroborando a questão da “ignorância social”, visto que apenas os interesses materialistas são priorizados sem levar em conta as perdas imensuráveis, e muitas vezes irreparáveis, da fauna e flora nacional, o que é lamentável.
Além dessas análises já abordadas, é importante afirmar também que, conforme o Código Penal brasileiro, incêndios provocados pelo homem constituem um tipo de crime, fazendo com que tais agentes tenham a devida punição legal posta em prática. Entretanto, devido às ineficácias das ações estatais, muitos criminosos ficam impunes, corroborando assim -como uma dos agravantes- a persistência desse problema na sociedade atual. Isso pode ser comprovado por meio de dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), ao afirmar que, no ano de 2017, o país atingiu o redord em queimadas -quando comparado aos últimos 18 anos-. Logo, com o intuito de atenuar essa grave temática, é imprescindível que o próprio Estado invista em ações mais eficazes a fim de conter de fato esses avanços de queimadas, de maneira cada vez mais gradativa.
Assim sendo, com o intuito de conter o aumento dos incêndios nas matas brasileiras, cabe ao setor normativo investir em ações preventivas de combates a tais atos criminosos. Isso pode ser realizado por meio de investimentos em equipamentos tecnológicos de monitoração, juntamente à capacitação dos agentes ambientalistas, a fim de detectar possíveis tentativas de queimadas ilegais. Além disso, é essencial que as normas jurídicas sejam intensificadas, melhorando assim as devidas punições contra esse crime. Em adição, cabe à mídia, como formadora de opinião, divulgar nas novelas a temática dos incêndios e as suas consequências à fauna e flora, como um modo eficaz de conscientização.