O aumento de incêndios nas matas brasileiras
Enviada em 16/07/2020
Na escola literária do Arcadismo, no século XVIII, os poetas árcades prezavam pelo equilíbrio da natureza e seu contato com o ser humano. Fora da literatura, atualmente há uma escalada no aumento de incêndio nas matas brasileiras, o que vai de encontro aos princípios árcades. Isso ocorre pela fraca fiscalização e traz como consequência prejuízos às gerações futuras.
A priori, quando o papel estatal não promove bem-estar á população, fauna e flora, o Estado entra num momento de anomia, como é dito por Raul Dahrendorf em seu livro " A ordem e a lei “, que é quando as ordens estatais perdem sua validade, se tornando incapaz de promover proteção. Sob essa perspectiva do sociólogo, percebe-se que sem tal controle sobre o território brasileiro, que é vasto territorialmente, as florestas ficam sujeitas aos incêndios que prejudicam os setores do país, como o turismo. Nesse sentido, há uma falha quanto a fiscalização, que deveria proteger a fauna e flora existentes nas matas. Sendo assim, a impunidade dos elementos infratores e a fraca blindagem dessa biodiversidade faz com que o índice de queimadas aumente.
Ademais, é preciso que um intenso controle sobre as matas do Brasil para que toda a riqueza natural possa perdurar por muito tempo, pois, como afirma Hans Jonas em seu livro " Princípio da sustentabilidade “, as ações humanas devem ser de tal forma sustentáveis, a fim de que gerações futuras possam contemplar a natureza. Sob tal ótica do especialista, todas as florestas presentes no território assumem importante papel para que os ciclos biogeoquímicos possam acontecer. Com as queimadas, entretanto, esse processo pode ser tolhido e vir a trazer uma série de problemas como: acentuado aumento na temperatura global e aumento do nível do mar.
Entende-se, portanto, os motivos e consequências dos incêndios nas matas brasileiras. Urge, então, que o Ministério do Meio Ambiente institua reuniões eficazes, por meio da convocação de elementos importantes no combate dos processos de incêndio das matas, que serão distribuídas tarefas para cada região a ser protegida, a fim de que a fiscalização possa impedir as queimadas. Paralelamente, o Ministério da Educação conscientize a população, por intermédio de palestras que serão ministradas por especialistas na área, para que a fauna e flora possam ser preservadas, visando as gerações futuras. Dessa maneira, os incêndios das matas ocorreriam gradativamente menos e os poetas árcades, se vivessem nos tempos atuais, poderiam aproveitar melhor a natureza.