O aumento de incêndios nas matas brasileiras
Enviada em 13/07/2020
O problema dos incêndios nas matas brasileiras ocorre desde o século XVII, no qual bandeirantes e criadores de gado adentraram o país e usaram o fogo para destruir a vegetação nativa visando povoar e abrir passagem. Nos dias atuais, esse problema ainda persiste e é agravado pelas mudanças climáticas, as quais corroboram para dificultar o controle das queimadas. A partir desse contexto, é válido discutir quais as razões para o aumento de incêndios nas matas brasileiras e possíveis soluções para esse terrível panorama.
É válido pontuar, primeiramente, que a extração ilegal de madeira é um dos fatores que contribuem para o aumento de incêndios nas matas. Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), a área afetada por queimadas no Brasil aumentou cerca de 30% no período de um ano, sendo as clareiras de extração de madeira os focos principais. Visto que as queimadas são a forma mais fácil de limpar uma grande área para a execução dessas atividades, compreende-se que a sua repressão contribui para o combate aos incêndios, mas se a extração ilegal continua acontecendo, os incêndios também irão acontecer.
Faz-se necessário citar, ainda, que o desalinhamento entre órgãos de pesquisa governamentais e o Estado contribuem para elevar o índice de incêndios nas florestas brasileiras. Exemplo disso foi a demissão de Ricardo Galvão, pesquisador premiado e membro da Academia Brasileira de Ciências, pela divulgação de dados sobre o aumento de desmatamentos e incêndios no país, o quais foram classificados como “campanha contra o Brasil” pelo chefe do executivo brasileiro. Uma vez que essas instituições entram em atrito, perde-se muito no combate a desastres ambientais porque não atingem um denominador comum e reduzem drasticamente as chances de unir a ciência e o poder em favor da diminuição de incêndios florestais, por exemplo.
Fica claro, portanto, que o aumento de incêndios nas matas brasileiras necessita de medidas efetivas para seu combate. Por isso, o Ministério do Meio Ambiente, por comandar os órgãos de fiscalização ambiental, deve coibir os incêndios florestais a partir de uma maior repressão do extrativismo ilegal de madeira. Tal ação se dará por meio de um maior investimento na formação e nos equipamentos utilizados pelos órgãos de vigilância, a fim de reduzir drasticamente o índice de incêndios florestais. O Ministério deve, ainda, aproveitar a mão de obra científica brasileira nos institutos de pesquisa para, juntos, desenvolverem planos de combate eficientes, unindo a ciência e poder público no enfrentamento do aumento de queimadas. Assim, o Brasil conseguirá minorar os números de incêndios nas matas brasileiras, problema tão antigo do país.