O aumento de incêndios nas matas brasileiras
Enviada em 13/07/2020
De acordo com os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), entre janeiro e o dia 19 de agosto de 2019, houve um aumento de 83% das queimadas em relação ao mesmo período de 2018. Somado a isso, existem as chamas que ocorrem de maneira natural, porém de acordo com a pesquisa esse crescente número é decorrente da ação humana. Nessa ótica, as principais causas do aumento de incêndios nas matas brasileiras seriam a manutenção do agronegócio e hábitos culturais.
A priori, é importante ressaltar que de acordo com os dados do jornal El Pais, o Mato Grosso vive do agronegócio com a exportação de soja, milho e algodão. Somado a isso, o Estado comporta o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães. Essa área verde já perdeu 12% de sua vegetação original para o cultivo dos bens comercializáveis. Dessa forma, percebe-se a preservação de práticas coloniais de cultivo ao produzirem incêndio para plantar, colocando ecossistemas em risco, já que o fogo não é controlado.
Ademais, o comportamento cultural negligente impacta diretamente no aumento de incêndio nas matas brasileiras. Um exemplo disso é a produção e o lançamento de balões de ar quente, que de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil, é uma prática ilegal. Apesar disso, é comum em festas juninas. Esse ato cresce exponencialmente a probabilidade de produção de chamas nas áreas verdes, uma vez que a queda do utensílio na mata é o suficiente para dar início ao desastre. Dessa forma, de acordo com a Biologia, submete os ecossistemas às queimadas que por sua vez diminui a biodiversidade, porque espécies nativas de vegetais e animais são mortos pelo fogo.
Portanto, é necessário que o Estado estimule a produção inovadora no campo, por meio da concessão de créditos aos fazendeiros para a aquisição de tecnologias que substituam as queimadas, com o intuito de diminuir as chamas nas áreas verdes. Além disso, cabe às instituições educacionais debaterem sobre as consequências das atitudes humanas sobre a natureza, por intermédio de palestras com especialistas, como ecologistas, a fim de reduzir as ocorrências de incêndios causados por balões de festas comemorativas. Dessa forma, é esperada uma redução futura do número da pesquisa do INPE.