O aumento de incêndios nas matas brasileiras

Enviada em 14/07/2020

Com a chegada da Revolução Industrial, em 1789, sociedades do mundo inteiro passaram por transformações significativas no setor da indústria e, acompanhando o acelerado crescimento produtivo, o aumento da demanda por matéria-prima e o consumo excessivo tornaram-se verdadeiros causadores na intensificação de desmatamentos. Apesar do lapso temporal, diante de uma sociedade ainda muito consumista, percebe-se que as recorrentes queimadas nas diversas matas brasileiras continuam presentes na realidade do país e trazem consigo diversas implicações. Dessa forma, é significante discutir as causas e tais consequências dos incêndios nas florestas do Brasil.

É fundamental, inicialmente, entender que a expansão do agronegócio no Brasil, embora seja uma das principais atividades geradoras de recursos para o país, é responsável por diversos impactos ambientais, entre eles o desmatamento. Isso ocorre devido à busca pelo desenvolvimento e lucro imediato que muitas empresas desejam alcançar, desrespeitando legislações ambientais, comprometendo, dessa maneira, o suprimento das gerações futuras. Desde o início da colonização brasileira, no século XVI, grande parte da vegetação nativa do litoral e da região do Centro-Oeste foi desmatada, a fim de abrir espaços para áreas de pastagem e de plantação da cana-de-açúcar. Diante disso, o Cerrado e a Mata Atlântica, segundo o Ministério do Meio Ambiente, já são considerados biomas ameaçados de extinção, os chamados “hotspots”.

Assim, como consequência dessa superexploração, a perda da biodiversidade e as alterações no solo, bem como nos recursos hídricos, são realidades presentes na vida de todos os brasileiros. Ao devastar uma área, espécies da fauna perdem seu habitat natural e espécies da flora entram em risco de extinção, podendo causar um enorme desequilíbrio ambiental, prejudicando, inclusive, as mais variadas atividades primárias, das quais dependem diversas famílias. Ademais, a retirada da cobertura vegetal favorece o processo de erosão e do assoreamento de rios, uma vez que ela é fundamental para controlar a infiltração da água da chuva e evitar deslizamentos de terra nos cursos d’água.

Portanto, é significante que o Governo Federal, no âmbito do Executivo, estimule a intensificação da produção do agronegócio, de modo que as leis ambientais sejam asseguradas. Tal ação pode ser feita, em parceria com instituições privadas, por meio da concessão de recursos quando as normas ambientais são cumpridas, destinando, por exemplo, uma porcentagem do PIB brasileiro, gerado, principalmente, pelas atividades agropecuárias, aos proprietários rurais como forma de apoio financeiro e incentivo ao não desmatamento, a fim de reverter o atual quadro do Brasil em líder na devastação de florestas primárias e evitar diversos impactos ambientais causados por essa prática.