O aumento de incêndios nas matas brasileiras

Enviada em 16/07/2020

“A água de boa qualidade é como a saúde ou a liberdade,só tem valor quando acaba”,a literatura modernista de Guimarães Rosa retrata questões que envolvem a realidade ambiental do país.De maneira análoga,reverbera que as ações humanas são incompatíveis com a preservação e equilíbrio do ecossistema natural,haja vista o aumento de incêndios nas matas brasileiras.Esse cenário nefasto ocorre não só em razão do aspecto econômico gerado pelo capitalismo selvagem,mas também pelos aspectos sociopolíticos que reflete o protagonismo negligente com o meio ambiente.

A princípio,ao longo de toda a história brasileira, diversos entraves foram encontrados na tentativa de desenvolvimento da nação.Dentre eles,destaca-se a colonização pelo homem português que explorou as terras nativas e trouxe consigo valores capitalistas,transformando rapidamente o Brasil agrário em urbano.Hodiernamente,tal atitude se reflete no comportamento do complexo sociocultura,visto que no contexto pós-moderno e as influências capitalistas,de acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman,modificou as relações sociais.Nesse viés,valoriza-se o “ter” em relação ao “ser”,assim impactando não só o meio social,mas também o meio ambiente.Sob essa ética,os aspectos individualistas e de ausência de consciência social contribui para o aumento dos incêndios nas matas brasileiras.Assim,tendo em vista o crescimento econômico em detrimento da preservação da natureza,sem levar em consideração os efeitos em escala mundial.

Não obstante,a questão constitucional quanto a sua aplicação estão entre os agentes agravadores do problema.Segundo o filósofo grego Aristóteles,a política deve agir de modo que,por meio da justiça,o equilíbrio na sociedade seja alcançado.Dessa forma,é possível perceber que no Brasil a negligência governamental quanto a fiscalização e eficiência das leis de proteção ambiental rompem com a desejável harmônia,haja vista o protagonismo da inadimplência governamental,afetando todo o planeta.Nesse contexto,observa-se que a sociedade ainda se mantém como expectadora diante da situação,provocando,portanto,a inércia social.

É evidente,portanto,que ainda há entraves para  a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor.Nesse viés,o Ministério da Educação,deve conscientizar a população por meio da inserção nos parâmetros curriculares das instituições de ensino a cadeira de “educação ambiental”,com aulas interativas e dinâmicas sobre a importância da preservação ambiental,a fim de formar cidadãos comprometidos e conscientes para a proteção do meio ambiente.Além disso,é necessário que o Estado promova maior protagonismo por parte dos governantes,por intermédio da Justiça,assegurando a fiscalização e eficiência da legislação ambiental,com o intuito de mitigar os incêndios nas matas.