O aumento de incêndios nas matas brasileiras

Enviada em 17/07/2020

A série de TV  ‘‘Aruanas’’ retrata a história de quatro mulheres ativistas que criam uma ONG, com o mesmo nome da série, e lutam pela preservação do meio ambiente, mais precisamente da Amazônia. Fora da ficção, é bastante comum o trabalho de ONG’s que buscam proteger as matas brasileiras das ações antrópicas, visto que muitas pessoas utilizam dos meios naturais para atividades econômicas, causando queimadas ilegais para diversos fins. Desse modo, é importante analisar os motivos para esses incêndios e quais são suas consequências para a população e para o meio ambiente.

É imprescindível, de início, compreender que a exploração está enraizada na sociedade brasileira desde o século XVI. Isso porque, com a chegada dos portugueses, houve um forte extrativismo, principalmente do Pau-Brasil,  tornando o desmatamento algo ‘‘comum’’ para os brasileiros. Como se isso não bastasse, nos tempos hodiernos, as queimadas estão fortemente ligadas à expansão do setor agrícola e pecuário, dado que, historicamente, na Amazônia, o uso do fogo é um dos estágios finais do desmatamento após o corte raso da floresta. Tal ato comprova a teoria do pensador Karl Marx, o qual  diz que em um mundo capitalizado, a busca pelo lucro ultrapassa valores éticos e morais. Sendo assim, a maximização dos capital é o principal objetivo dos produtores rurais.

Faz-se válido discutir, ainda, como essa irresponsabilidade dos infratores põe em risco o meio ambiente e a população. Nesse sentido, esses incêndios criminosos produzem monóxido de carbono e outros poluentes que, ao serem lançados na atmosfera, causam danos à saúde das pessoas e podem causar a chuva ácida que é prejudicial à população e ao solo, e contribui para o aquecimento global. Além disso, as queimadas prejudicam a biodiversidade, posto que destroem o habitat de diversas espécies que, muitas vezes, nem foram catalogadas, assim como arruínam terras indígenas e propriedades privadas, pois é comum que o fogo se alastre. Isso é confirmado pela pesquisa feita pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o qual diz que as queimadas no Brasil aumentaram 82% no ano de 2019, se comparado ao mesmo período no ano de 2018.

Portanto, faz-se mister que o Poder Legislativo crie leis mais severas e que, com o apoio do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), aumente a fiscalização nas áreas com maiores índices de incêndio, para localizar os possíveis focos e para identificar os responsáveis mais facilmente. É importante, também, que os centros educacionais promovam aulas, palestras e cartilhas educativas para conscientizar os alunos acerca dos riscos das queimadas nas florestas. Dessa forma, não seria necessário que tantas ONG´s como a ‘‘Aruana’’ fossem criadas, pois, com o passar do tempo, o meio ambiente já estaria muito mais preservado.