O aumento de incêndios nas matas brasileiras
Enviada em 17/07/2020
Com a chegada dos portugueses ao Brasil, durante o século XVI, a extração vegetal serviu como estratégia fundamental para o atendimento das ambições econômicas dos colonizadores. Na contemporaneidade, o descaso para com o meio natural é revelado pelo aumento dos incêndios nas matas brasileiras. Nesse contexto, verifica-se que essa ascendência é derivada da priorização das relações comerciais agrícolas em detrimento da preservação ambiental, bem como decorre da frágil política de fiscalização estatal quanto às práticas de combustão florestal criminosa.
De antemão, percebe-se que o aumento dos incêndios nas matas do brasileiras decorre de uma priorização das atividades econômicas agrícolas em detrimento da preservação florestal. Nesse âmbito, relaciona-se a isso a teoria do escritor Franz Kafka, a qual exprime que o capitalismo contemporâneo privilegia o lucro em relação a qualquer que seja o prejuízo externo envolvido. Nessa ideia, chega-se à conclusão de que a política nacional, imersa nesse viés capitalista negligente, secundariza o ideal preservacionista, visto que as queimadas são tidas como possibilitadoras de aberturas à expansão da pecuária e da fronteira da soja, por exemplo. Desse modo, evidencia-se que o meio ambiental tem sido sacrificado para o atendimento, quase exclusivo, de uma perspectiva econômica “commoditizada”.
Além disso, infere-se que o aumento dos incêndios nas matas brasileiras é impulsionado, também, pela frágil política de fiscalização estatal quanto às práticas de combustão ilegal nesses ambientes. Nessa perspectiva, analisa-se a notícia do jornal “Diário de Pernambuco”, a qual exprimiu que o ano de 2019 representou um dos momentos mais preocupantes em relação à escassez de uma gerência efetiva dos focos de queimadas na Amazônia dos últimos tempos. Nesse raciocínio, chega-se à conclusão de que a negligência governamental, quanto à carência de mecanismos fiscalizadores eficientes que suprimam a criminosa agressão inflamável ambiental, tem vitimado a rica biodiversidade nacional. Nessa ótica, torna-se tangível que o ideal preservacionista encontra-se escasso na política.
Portanto, torna-se evidente que o aumento dos incêndios nas matas brasileiras deve ser atenuado. Logo, é dever do Governo Federal promover a possibilidade de um crescimento econômico agrícola com impactos ambientais reduzidos, por meio da criação de uma medida que imponha às empresas agrárias a necessidade de replantar o dobro da área desmatada para a expansão do agronegócio em locais adjacentes. Ademais, cabe ao Ministério do Meio Ambiente findar a carência de fiscalizações eficientes no combate a queimadas criminosas, por meio da disponibilização de mais postos de vigilância em zonas florestais ameaçadas, com agentes autorizados a efetuar multas e prisões. Assim sendo, a economia e a ingerência deixarão de ser impasses à preservação.