O aumento de incêndios nas matas brasileiras

Enviada em 16/07/2020

Em sua canção “Xote ecológico”, Luiz Gonzaga evidencia as dificuldades enfrentadas pela natureza no combate à degradação ambiental. Sob essa lógica, nota-se que, hodiernamente, muito se tem discutido acerca do aumento do número de incêndios nas matas canarinhas, fato esse que corrobora com a temática da música apresentada. Nesse contexto, é notório que a alienação da sociedade frente às problemáticas da fauna e flora tupiniquim, notadamente em relação às queimadas, bem como a ausência de políticas públicas efetivas, auxiliam na progressão da problemática debatida.

Em primeira análise, infere-se, no contexto historiográfico tupiniquim, que desde o processo de colonização, no qual foi evidenciada a extração predatória das riquezas minerais e vegetais do país, a sociedade passou a se alienar com uma falsa ideia de progresso. Isso aconteceu, e ainda acontece na contemporaneidade do país, uma vez que, apesar de a economia crescer e beneficiar as classes privilegiadas da população, a natureza sofre constantemente com as ações humanas, as quais visam sua extração predatória. Exemplo disso foi evidenciado pela revista “O globo”, na qual, em uma notícia sobre os incêndios no Brasil, retrata que " O Brasil termina 2017 com um número de queimadas desde 1999". Tal fato mostra-se contrário à ideia de Desenvolvimento Sustentável, a qual defende a exploração moderada das riquezas ambientais de forma que as conserve para as gerações futuras.

Paralelamente a isso, consoante o pensamento kantiano, o indivíduo só atinge a maioridade quando sintetiza a possibilidade de agir com sua própria razão. Não obstante, o Estado, ao negligenciar muitas vezes a problemática das queimadas no território tupiniquim, já que não apresenta politicas efetivas para punir os descasos ambientais, contribui efetivamente para a degradação ecológica, o que obriga os cidadãos a permanecerem em seu estado de menoridade. Ademais, a escola emerge como um importante agente de mitigação, já que, ao formar indivíduos mais autônomos, contribui para a construção de uma mentalidade que reflita acerca da temática de sustentabilidade.                                    Destarte, medidas são imperativas para que os problemas enfrentados pela natureza sejam minimizados. Para que isso ocorra, o Governo, em parceria com o Legislativo, já que tem a função de fiscalizar atos do executivo, deve ratificar um projeto de lei que torne às queimadas em áreas florestais crime, por meio do auxílio de recursos tecnológicos de identificação geoespacial, a fim de reverter barreiras sobre o tema. Por fim, é fundamental que o Executivo, em parceria com o Ministério da Educação, inclua, na grade curricular de ensino, uma matéria voltada para a educação ambiental, com um amplo apoio midiático, que inclua propagandas televisivas e entrevistas com os professores, a fim de formar uma cidadania ambiental que incentive a sociedade para a questão de sustentabilidade.